
O senador Marcos do Val (Podemos-ES) – foto acima – anunciou, nesta quarta-feira (5), ter reunido as assinaturas necessárias para protocolar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os métodos de apuração dos institutos de pesquisa eleitoral do país.
De acordo com o senador, foram coletadas 29 assinaturas, duas a mais que o mínimo necessário. Entre elas, está a da senadora Soraya Thronicke (União-MS), que foi candidata à presidência da República e terminou em 5º lugar, com 0,5% dos votos.
Segundo o documento protocolado, a CPI tem como objetivo apurar causas das “expressivas discrepâncias” entre resultados das pesquisas e das urnas.
“A eleição de 2 de outubro de 2022 novamente comprovou um fenômeno que vem sendo observado em eleições recentes, qual seja, a expressiva discrepância entre a intenção de voto aferida e os resultados efetivamente apurados, notadamente as de curtíssimo prazo.”
Ainda segundo Marcos do Val, há “inaceitáveis desvios de balizamento de preferências e percentuais dos diversos candidatos”. O senador acredita que há possibilidade de “preferências de algumas instituições por determinados candidatos”.
Como manda o protocolo, a expectativa é que o pedido de criação da CPI seja lido na sessão desta quinta-feira (6) pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). A partir daí, senadores têm até meia-noite para eventualmente retirar ou acrescentar seus nomes.
Confirmado o número mínimo de 27 assinaturas após esse prazo, cabe a Pacheco decidir se autoriza ou não a instalação da CPI. Além das assinaturas, os critérios para abertura da comissão, segundo o regimento da Casa, são a presença de um fato determinado a ser investigado, prazo de funcionamento e orçamento definido para as atividades do colegiado.


