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Só 2,6% dos cursos superiores atingem nota máxima do MEC

Posse do ministro do MEC Milton Ribeiro no planalto

Apenas 2,6% das instituições de ensino superior atingiram nota máxima na avaliação do Ministério da Educação. A cada três anos, um grupo de cursos de determinadas áreas de conhecimento é analisado pelo Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). Em 2019, fizeram parte da aferição áreas como agronomia, arquitetura e urbanismo, biomedicina, engenharia civil, medicina e odontologia.

Quase metade dos grupos sondados (49,3%) aparece na faixa 3 do Conceito Preliminar de Curso (CPC). Ao todo, 0,3% ficou na pior faixa de avaliação. O conceito varia de 1 a 5, e quanto maior a nota, melhor a qualidade do curso.

Ao todo, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) avaliou 8.188 cursos em 1.215 instituições de ensino privadas e públicas.

Os resultados foram divulgados nesta quarta-feira (9/12) pelo ministro da Educação, pastor Milton Ribeiro, e pelo presidente do Inep, Alexandre Lopes. Durante a apresentação dos dados aferidos, eles não usaram máscaras, medida de prevenção contra a Covid-19.

Percentual dos cursos por faixa de avaliação:

  • Faixa 1 – 0,3% – 22 cursos
  • Faixa 2 – 8% – 665 cursos
  • Faixa 3 – 49,3% – 4.034 cursos
  • Faixa 4 – 39,8% – 3.255 cursos
  • Faixa 5 – 2,6% – 212 – cursos

Para o ministro Milton Ribeiro, os resultados são importantes para a melhor tomada de decisões na pasta. “O Inep está seguindo uma linha que acordamos há cinco meses, que é seguir critérios científicos, baseado em evidências. Esse indicador nos ajuda a identificar o caminho para onde estamos indo”, explicou.

Segundo o ministro, os dados são importantes também para o enfrentamento da pandemia de Covid-19. “Queremos ter elementos fáticos a respeito da qualidade dos cursos para balizarmos as nossas políticas. Em crises sanitárias como a que vivemos, não resta dúvidas de que precisamos de técnicos qualificados. Andar em um caminho seguro e tomar melhores decisões é importante”, destacou.

Em medicina, por exemplo, 134 dos 232 cursos avaliados (57,8%) ficaram com os conceitos 4 ou 5, 83 alcançaram o conceito 3, e 15 (6,5%) figuraram no conceito 2, que é considerado um desempenho ruim.

O CPC faz parte de um grupo de indicadores do MEC. Ele traz resultados para todos os cursos e áreas de conhecimento.

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