
Uma das partes mais aguardadas das festas de fim de ano é a ceia. Mas para garantir que tudo ocorra bem e que todos os convidados saboreiem uma boa refeição, é essencial cuidar da segurança sanitária na preparação e no armazenamento das sobras, se houver.
A nutricionista Mônica Bulhões diz que reaproveitar alimentos vai além de simplesmente esquentar e consumir novamente. O principal ponto está em como esses alimentos foram armazenados desde o início. Apenas comidas que foram colocadas na geladeira logo após a ceia, guardadas em recipientes bem fechados e que não ficaram horas fora da refrigeração devem ser reaproveitadas. Caso contrário, o risco de contaminação alimentar aumenta e o mais seguro é descartar.
Uma dica essencial é transformar as sobras em novos pratos, evitando o desperdício e tornando o consumo mais seguro e atrativo. O arroz, por exemplo, pode virar arroz de forno, bolinho ou ser refogado com legumes. Carnes assadas podem ser desfiadas e usadas em tortas, panquecas, sanduíches ou refogados. Já frango ou peru podem servir como recheio de panquecas, escondidinhos ou até saladas mornas. Legumes cozidos podem ser reaproveitados em purês ou sopas.
Mônica alerta que o ideal é reaproveitar apenas uma vez, evitando reaquecer o mesmo alimento repetidas vezes. O reaquecimento deve ser feito apenas na quantidade que será consumida, sempre até o alimento ficar bem quente, soltando vapor.
Mesmo que a comida esteja com boa aparência e cheiro agradável, os prazos devem ser respeitados: preparações com carnes ou molhos devem ser consumidas em até dois dias, enquanto arroz e legumes simples podem durar até três dias sob refrigeração adequada.
Alguns alimentos, no entanto, não devem ser reaproveitados, como maioneses caseiras, pratos que ficaram expostos por muito tempo fora da geladeira ou receitas muito misturadas sem controle de armazenamento. Nesses casos, o risco de intoxicação alimentar é maior.
E a ressaca, tem cura?
Para quem exagerou na bebida, a nutricionista é direta: não existe cura instantânea para a ressaca. O álcool provoca desidratação, sobrecarrega o fígado, altera o açúcar no sangue e causa inflamação no organismo. O que pode ser feito é ajudar o corpo a se recuperar mais rapidamente.
A principal recomendação é a hidratação constante. Água ao longo do dia, água de coco e bebidas isotônicas ajudam a repor líquidos e sais minerais perdidos. A orientação é beber aos poucos, evitando tentar resolver tudo de uma vez.
A alimentação também faz diferença. Ficar em jejum pode piorar os sintomas. O ideal é optar por alimentos leves e de fácil digestão, como frutas, arroz, torradas, ovos e iogurte. Devem ser evitados logo pela manhã alimentos muito gordurosos, frituras e o excesso de café.
O descanso é outro fator fundamental. O álcool prejudica a qualidade do sono, mesmo quando a pessoa dorme por muitas horas. Dormir mais e respeitar o tempo do corpo ajudam no processo de recuperação.
Mônica Bulhões também faz um alerta sobre o uso de medicamentos. O uso excessivo de analgésicos, especialmente associado ao álcool, pode causar ainda mais sobrecarga no fígado. O ideal é usar o mínimo necessário, não misturar remédios e nunca consumir álcool junto com medicamentos.
Por fim, a nutricionista reforça que a melhor ressaca é a que não acontece. Para evitar o problema, a dica é comer antes e durante o consumo de bebidas alcoólicas, intercalar álcool com água e, principalmente, evitar exageros, atitudes simples que fazem toda a diferença no dia seguinte.


