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Subida dos rios leva quatro cidades do Amazonas à emergência; oito estão em alerta

O período de cheia segue avançando no estado e níveis dos rios devem continuar subindo até junho.

De acordo com informações divulgadas pela Defesa Civil do Amazonas na quarta-feira (4), quatro municípios do estado já enfrentam situação de emergência por causa da subida dos rios, enquanto outros oito permanecem em estado de alerta.

Até o momento, não há um levantamento oficial sobre o número de moradores atingidos pela cheia dos rios no Amazonas neste ano. No estado, o período de subida das águas geralmente tem início entre outubro e novembro, após a estiagem, e segue de forma gradual até junho, quando os rios costumam alcançar os níveis mais altos.

Entre os quatro municípios que já decretaram situação de emergência, três estão localizados em áreas banhadas pelo Rio Juruá. As informações constam na atualização mais recente divulgada pela Defesa Civil do estado.

Os municípios de Eirunepé e Boca do Acre foram os primeiros a decretar situação de emergência, no dia 10 de fevereiro. Nove dias depois, Itamarati também entrou na mesma condição, tornando-se o terceiro da lista. Já Jutaí passou a integrar o grupo na atualização.

Entre os municípios que estão em estado de alerta, oito aparecem no monitoramento da Defesa Civil. Desse total, quatro ficam na calha do Rio Purus, três na região do Rio Juruá e um no Alto Solimões. A lista inclui Canutama, Envira, Guajará, Ipixuna, Juruá, Lábrea, Tapauá e Pauini.

Além disso, 18 municípios estão na faixa de atenção e seguem sendo acompanhados. Outros 32 permanecem em situação considerada normal, entre eles a capital, Manaus.

Em Manaus, o nível do Rio Negro chegou a 24,58 metros na quarta-feira. A marca é 30 centímetros superior à registrada na mesma data do ano passado, quando o rio media 24,28 metros.

Segundo o Serviço Geológico do Brasil, órgão responsável pelo monitoramento, a tendência é que o Rio Negro siga em período de cheia nas próximas semanas, com previsão de atingir seu pico por volta de meados de junho.

No município de Manacapuru, o nível do Baixo Rio Solimões chegou a 15,76 metros na quarta-feira. Conforme o Serviço Geológico do Brasil (SGB), a medição está dentro da faixa considerada normal para esta época do ano.

Mesmo assim, o aumento das águas já tem impactado a rotina dos produtores rurais das áreas de várzea, que precisaram adiantar o ritmo da colheita. A safra deste ano já começou no município e, segundo os agricultores, a maior preocupação agora é conseguir garantir o escoamento da produção.

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