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Tarifas:Lula revoga visto de assessor de Trump e cria tensão

O Brasil voltou a entrou no radar de novas tarifas do presidente Donald Trump nesta semana. Além de ser um dos 59 países alvos de uma investigação comercial, a tensão diplomática entre Brasília e Washington foi elevada após a decisão do Itamaraty de revogar o visto de Darren Beattie.

Na sexta-feira (13), o presidente Lula informou que o governo brasileiro revogou o visto de um assessor do chefe de Estado norte-americano que tencionava visitar Jair Bolsonaro na prisão.

De acordo com Lula, o assessor sênior para a política dos Estados Unidos em relação ao Brasil no Departamento de Estado dos EUA, Darren Beattie, só entrará no país quando o ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, cujo visto foi revogado no ano passado pelo Governo norte-americano, puder entrar nos Estados Unidos.

“Aquele cara americano que disse que vinha para cá, para visitar o Jair Bolsonaro, ele foi proibido de visitar e eu o proibi de vir ao Brasil, enquanto não liberar os vistos do ministro da Saúde, que está bloqueado”, afirmou Lula durante um evento no Rio de Janeiro.

Vale lembrar que em 2025, o governo de Donald Trump decidiu revogar os vistos de vários brasileiros, incluindo autoridades, muitos sem justificativas. O Brasil, por sua vez, se apoiando na Lei de Reciprocidade, agora revogou o visto de funcionário da Casa Branca.

Para analistas, a decisão soma mais um grau de tensão no procedimento aberto pela Representação Comercial dos EUA (USTR), na sigla em inglês) para apurar práticas consideradas desleais no comércio internacional.

O procedimento aberto na última quinta-feira (12) pela Representação Comercial é baseado no Artigo 301 da Lei de Comércio de 1974, usado por Washington. Desta vez, o alvo é a suspeita de trabalho forçado e análogo à escravidão cometido por esses países.

No ano passado, Trump taxou a maior parte dos países em uma determinação baseada na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional de 1977 (IEEPA, na sigla inglês). A lei foi criada para situações de emergência e foi a justificativa utilizada por Trump para anunciar o chamado “tarifaço”.

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