A Black Friday é considerado a segunda data mais importante do varejo nacional, atrás apenas do Natal.

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) lançou uma cartilha com orientações simples para proteger o consumidor durante a Black Friday, período em que aumentam os golpes e as promoções enganosas.
A 7ª edição do guia é coordenada pelo juiz Flávio Henrique Albuquerque de Freitas e reúne dicas práticas para ajudar a população a reconhecer fraudes antes de finalizar qualquer compra.
A publicação segue a linha das cartilhas anteriores, que formam um acervo de orientação ao consumidor no estado, sempre com linguagem clara e acessível. Já foram abordados temas como golpes digitais, direitos em viagens, proteção a idosos, planos de saúde e fraudes envolvendo falsos advogados.
Segundo o magistrado, a ideia desta edição surgiu da repetição anual de prejuízos enfrentados pela população. “Todo ano vemos consumidores empolgados com as promoções e, logo depois, uma onda de reclamações. A cartilha nasceu para ser objetiva e ajudar o consumidor a não cair em armadilhas”, afirmou.
Golpes mais comuns e sinais de alerta
O material destaca que a Black Friday cria uma sensação de urgência que alimenta a ação de criminosos.
Entre as fraudes mais frequentes estão sites falsos, descontos irreais, boletos adulterados e promoções falsas compartilhadas por mensagens. Os golpistas costumam copiar páginas de lojas conhecidas e abusam da pressa do consumidor.
O juiz reforça que comparar preços e observar detalhes é essencial para evitar prejuízo. A chamada “maquiagem de preços”, quando o valor é artificialmente inflado dias antes da promoção, continua sendo um dos truques mais comuns. No comércio físico, etiquetas sobrepostas também merecem atenção.
A cartilha orienta o consumidor a desconfiar de sites com endereços estranhos, falta de CNPJ, erros de escrita, imagens desalinhadas e meios de pagamento restritos a Pix ou boleto. Ofertas absurdas, como produtos caros vendidos por valores irrealmente baixos, são outro sinal de golpe.
Em caso de prejuízo, o consumidor pode procurar os Juizados Especiais, que oferecem atendimento rápido, gratuito e sem necessidade de advogado para causas de até 20 salários mínimos. Basta reunir comprovantes, prints e qualquer registro da compra.
Confira e baixe a cartilha:


