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Tradicional Canto da Peixada é homenageado nos seus 50 anos

Um dos lugares mais tradicionais da culinária amazonense, o Canto da Peixada, na Praça 14 de Manaus, onde se come um dos melhores peixes da cidade foi homenageado pelos seus 50 anos, completados na última quarta-feira (1). A deputada Joana Darc (União Brasil), frequentadora há 10 anos do restaurante, na esquina das ruas Emílio Moreira e Airão, foi ao local onde em 1980 esteve o Papa João Paulo II.

Ela ressaltou, ainda, que o estabelecimento mantém a culinária amazonense no cardápio há várias  gerações.

“Quando quero sentir a cultura da culinária do Amazonas no paladar, é no Canto da Peixada que vou. Um local histórico da região, frequentado por trabalhadores das proximidades e também por turistas. É um restaurante que carrega consigo a história do nosso Estado, a história de pessoas anônimas e famosas, e que sempre manteve a essência do prato do caboclo amazonense”, afirmou.

Culinária

Tambaqui, tucunaré, matrinxã, pirarucu, sardinha, surubim, pacu e jaraqui são  algumas das delícias regionais que fazem parte do cardápio  há mais de 50 anos.

Inaugurado em 1974, o restaurante já recebeu ilustres visitas, como a do papa João Paulo II, em 1980, e do jornalista Phelippe Daou.

O proprietário do restaurante, Aldenor Ernesto de Lima, nasceu em 27 de agosto de 1938, no município de Careiro da Várzea, no Amazonas.

Em 1° de maio de 1974, junto com o amigo Luís Martins (conhecido alfaiate da época), inaugurou o Canto da Peixada, com um fogão doméstico, um freezer emprestado e 200 cruzeiros também emprestados do seu pai (na época, um salário mínimo era 240,00 cruzeiros). Após  dois anos, Luís Martins saiu da sociedade.

Na época, existiam na cidade restaurantes que ficavam de esquina e faziam referência ao local. Canto da Alvorada, Canto da Saudade e Canto do Galeto, daí a ideia do nome de Canto da Peixada.

No início, o estabelecimento abria somente à noite e funcionava até às 6h, quando os antigos boêmios vinham das festas e saboreavam a famosa caldeirada de tucunaré e bodó, para “curar a ressaca”. Os clientes vão desde caboclos da região a turistas, tanto pessoas anônimas, quanto artistas.

Para um de seus filhos, Aldenor Lima, o Canto da Peixada se tornou um legado de resistência das iguarias da região Norte do Brasil. Inclusive, o empresário falou do orgulho  do pai ter entrado para a história do Amazonas.

“É uma grande satisfação participar desse momento  da história do Amazonas. Desde criança, acompanhava meu pai indo às feiras e comércios comprar os produtos para o Canto da Peixada. O  local tem  50 anos de tradição na culinária do Norte, sendo um dos restaurantes mais antigos do Estado”, relatou.

A resistência do Canto da Peixada, enfatiza a parlamentar, se deve a persistência do trabalho dedicado de Aldenor Ernesto. Com isso, o restaurante se tornou  uma referência da  gastronomia amazonense.

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