
Em menos de dois meses, 60,6% dos voluntários no país já receberam as doses da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com o laboratório Astrazeneca , de acordo com levantamento feito pela revista Veja.
A região em estágio mais avançado de testagem é São Paulo, com cerca de 1.700 de aplicações, o que resulta em 85% do número total. Um dos motivos para a escolha da aplicação dos testes de vacinas no Brasil foram os índices epidemiológicos da doença, que tinham altos patamares à época em que se anunciou a cooperação internacional.
A estimativa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), coordenadora do estudo, é que as aplicações terminem em no máximo 20 dias em São Paulo. O Rio de Janeiro e Salvador, que também participam do estudo, não divulgaram os prazos, mas não deve demorar. O Rio de Janeiro, por exemplo, que teve a missão de de recrutar 2.000 voluntários, já tem 61% das aplicações realizadas pelo laboratório do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor).
Por último, há ainda um grupo de 1.000 pacientes em Salvador, na Bahia, também monitorados pelo Idor. Lá, 36% dos recrutados já receberam as aplicações. A região foi a última a entrar no circuito de testes, em 10 de julho.
Dados dos voluntários paulistas revelam que a vacina não causa efeitos colaterais severos. Houve apenas relato de incômodo no local da aplicação, dor de cabeça e quadros de febre de baixo a moderado (controlados com o medicamento paracetamol).
Na universidade, o clima é de “otimismo” e “esperança”, como descrevem profissionais da entidade. Os resultados preliminares desta rodada de testes devem ser conhecidos a partir de setembro, diz o laboratório Astrazeneca.


