Menores na faixa etária de 5 a 11 anos, com comorbidades e deficiências terão prioridades e terão que permanecer por 20 minutos após a aplicação para observação no local

A Prefeitura de Manaus começa nesta segunda-feira (17) a vacinação de crianças contra a Covid-19, inicialmente da faixa etária de 5 a 11 anos com comorbidades ou deficiências (PcDs). Elas devem estar acompanhadas dos pais ou responsáveis e não podem ter recebido outro tipo de imunizante nos últimos 15 dias.
A vacinação será aplicada nos postos instalados no Parque Cidade da Criança, no Aleixo, no Clube do Trabalhador-Sesi, na Zona Leste, e no Centro de Convivência Magdalena Arce Daou, na Compensa, na Zona Oeste da cidade, e no shopping Manaus ViaNorte, na Zona Norte. O horário de atendimento será das 9h às 16h.
O governador do Amazonas,Wilson Lima, e o prefeito de Manaus, David Almeida, participam da abertura oficial da campanha, às 9h, no Parque Cidade da Criança, na Rua Castro Alves, 100, Aleixo.
Manaus já tem mais de 3,4 milhões de doses aplicadas até o momento, desde o seu início da campanha, em 19 de janeiro de 2021.
“Esse primeiro ano foi um ano grande desafio, mas com organização, planejamento e o trabalho incansável dos nossos coordenadores, vacinadores e apoiadores, garantimos o esquema vacinal completo a mais de 80% das pessoas acima de 12 anos e agora, com muita alegria, avançamos para esse novo momento, que é oferecer proteção às nossas crianças”, disse o prefeito.
“A maior arma contra a Covid-19 é a vacina. Além da capital, mais de 34 mil imunizantes para a vacinação das crianças serão distribuídos pelo Estado para os municípios para reforçar o combate contra a doença”, informou o governador.
Segundo o Ministério da Saúde, a população de 5 a 11 anos residente em Manaus é de 260.721 crianças e a meta da prefeitura é imunizar 90% desse público.
O atendimento será escalonado e, depois dos menores com comorbidades e deficiências permanentes, serão vacinados os demais grupos prioritários, de acordo com a disponibilidade de vacinas.
A ordem de atendimento após o primeiro grupo será: indígenas e quilombolas (grupo 2); crianças que vivem em instituições de longa permanência, como abrigos e orfanatos (grupo 3); e população geral na faixa etária recomendada (grupo 4), contemplando uma idade por vez, em ordem decrescente (de 11 a 5 anos).
A secretária municipal de Saúde, Shádia Fraxe, informa que as equipes de coordenadores e vacinadores está treinada para o manejo da vacina.
“A Anvisa fez uma série de recomendações de segurança, que vão desde o armazenamento até o ambiente e a aplicação das doses, e todas essas foram repassadas às nossas equipes durante o treinamento realizado ao longo da semana passada”.
De acordo com ela, as salas de vacina serão exclusivas para a Pfizer pediátrica e em nenhum dos quatro pontos de vacinação haverá aplicação de outros tipos de imunizante.
Os pais serão solicitados a verificar o frasco (na cor laranja) e a seringa a serem utilizados e também serão orientados quanto aos principais sintomas esperados, como dor ou vermelhidão no local da injeção, além de febre, dor de cabeça ou fadiga, comuns às demais vacinas.
As crianças também deverão permanecer no local de vacinação por 20 minutos após a aplicação da vacina, para observação.
“O público é delicado e precisamos ter o máximo cuidado em todas as etapas da vacinação”, reforçou a secretária, salientando que a vacina é segura e que os pais devem vacinar seus filhos para que estejam mais protegidos do novo coronavírus.
Orientações
As crianças devem estar saudáveis para receber a vacina e não podem ter recebido outras vacinas do calendário infantil nos últimos 15 dias. Elas devem ir ao ponto de vacinação acompanhadas de um dos pais ou de outro responsável maior de idade e estes devem apresentar documento de identificação.
Os documentos obrigatórios são: certidão de nascimento ou documento de identificação original com foto; cartão nacional do SUS ou CPF, e a caderneta de vacinação. Além desses, para as crianças com comorbidades, é necessária a apresentação de laudo médico que comprove essa condição. As que têm deficiências (PcDs) não precisam apresentar laudo.
Estão incluídas na lista de prioridades do Ministério da Saúde, as seguintes comorbidades: diabetes mellitus, pneumopatias crônicas graves, hipertensão arterial resistente (HAR), hipertensão arterial estágio 3, hipertensão arterial estágios 1 e 2 com lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade, doenças cardiovasculares (insuficiência cardíaca-IC, cor-pulmonale e hipertensão pulmonar, cardiopatia hipertensiva, síndromes coronarianas, valvopatias, miocardiopatias e pericardiopatias, doenças da aorta, dos grandes vasos e fístulas arteriovenosas, arritmias cardíacas, cardiopatias congênita, próteses valvares e dispositivos cardíacos implantados, doença cerebrovascular), doença renal crônica, imunossupressão, anemia falciforme, obesidade mórbida, síndrome de Down e cirrose hepática.


