Portal Você Online

11 de Setembro: ataque que chocou o mundo completa 25anos

O ataque de 11 de setembro de 2001 completa 25 anos nesta sexta-feira (11). Coordenados pela organização terrorista Al-Qaeda, os atentados nos Estados Unidos provocaram a morte de 2.977 pessoas, além dos 19 sequestradores, e desencadearam transformações que ultrapassaram as fronteiras norte-americanas.

O episódio mudou a política externa dos Estados Unidos, intensificou o combate internacional ao terrorismo e abriu caminho para as guerras do Afeganistão e do Iraque. Também provocou mudanças nas regras de segurança de aeroportos e viagens em diversos países.

Leia também: Dino proíbe Mario Frias de deixar o Brasil durante investigação sobre filme de Bolsonaro

Como aconteceram os ataques


Na manhã de 11 de setembro de 2001, quatro aviões comerciais foram sequestrados por integrantes da Al-Qaeda.

Às 8h46, o voo American Airlines 11 atingiu a Torre Norte do World Trade Center, em Nova York. Inicialmente, havia dúvidas sobre o que havia acontecido, mas a situação mudou 17 minutos depois.

Às 9h03, o voo United Airlines 175 atingiu a Torre Sul. As imagens do segundo impacto foram transmitidas ao vivo para milhões de pessoas e confirmaram que os Estados Unidos estavam diante de um ataque coordenado.

Às 9h37, o voo American Airlines 77 atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, em Washington.

O quarto avião, o voo United Airlines 93, caiu em uma área da Pensilvânia às 10h03. Segundo as investigações, passageiros tentaram retomar o controle da aeronave dos sequestradores antes da queda.

Torres Gêmeas desabaram


A Torre Sul foi a primeira das duas estruturas a cair, às 9h59. Cerca de meia hora depois, às 10h28, a Torre Norte também desabou.

Mais tarde, o prédio 7 do World Trade Center também entrou em colapso após ser atingido pelos efeitos provocados pela destruição das torres.

O ataque matou 2.977 pessoas, incluindo trabalhadores, passageiros, integrantes das equipes de emergência e pessoas que estavam nas proximidades dos locais atingidos.

Entre as vítimas estavam cidadãos de aproximadamente 90 nacionalidades. Três brasileiros também morreram nos atentados: Anne Marie Sallerin Ferreira, Sandra Fajardo Smith e Ivan Kyrillos Fairbanks Barbosa.

As operações de resgate e atendimento em Nova York envolveram aproximadamente 80 mil bombeiros, policiais e profissionais de saúde.

Além das mortes ocorridas no dia dos ataques, os efeitos sobre a saúde das pessoas expostas aos destroços continuaram durante anos.

Segundo estimativas citadas na reportagem, cerca de 400 mil pessoas foram expostas a materiais tóxicos após os atentados. Entre os agentes presentes no ambiente estavam substâncias como chumbo e amianto.

Doenças relacionadas à exposição também provocaram mortes entre profissionais que participaram das operações de emergência e resgate.

Por que a Al-Qaeda realizou os ataques
O atentado aconteceu em um cenário de forte tensão geopolítica.

A reportagem destaca a presença militar norte-americana na Arábia Saudita após a Guerra do Golfo, as sanções impostas ao Iraque durante a década de 1990 e o apoio dos Estados Unidos a Israel como alguns dos fatores explorados pela Al-Qaeda para alimentar o sentimento antiamericano.

Outro elemento importante foi o Afeganistão. Após a retirada soviética, grupos ligados aos mujahidin ganharam força no país. Em 1996, o Talibã assumiu o controle de Cabul e permitiu que Osama bin Laden e a Al-Qaeda estabelecessem uma estrutura no território.

Investigações apontaram 19 sequestradores
As autoridades norte-americanas iniciaram as investigações praticamente imediatamente após os ataques.

O FBI identificou os 19 sequestradores que estavam distribuídos nas quatro aeronaves. Entre eles estava Mohamed Atta, apontado como líder operacional da ação e responsável por pilotar o avião que atingiu a Torre Norte.

Dos 19 sequestradores, 15 eram sauditas, dois eram dos Emirados Árabes Unidos e um era libanês.

As investigações também apontaram Osama bin Laden, então líder da Al-Qaeda, como responsável pelo planejamento do atentado.

Estados Unidos iniciam “Guerra ao Terror”


Uma das principais consequências dos ataques foi a mudança na política externa norte-americana.

O então presidente George W. Bush exigiu que o Talibã entregasse Osama bin Laden e integrantes da Al-Qaeda. Diante da recusa, os Estados Unidos e aliados iniciaram, em 7 de outubro de 2001, uma ofensiva militar no Afeganistão.

A operação, chamada de “Liberdade Duradoura”, contou com participação do Reino Unido e de outros países.

Pouco mais de um mês depois, o regime Talibã foi derrubado em Cabul. Bin Laden, porém, permaneceu foragido.

Em 2003, os Estados Unidos também invadiram o Iraque, ampliando a chamada “Guerra ao Terror”.

Osama bin Laden foi morto dez anos depois


Osama bin Laden permaneceu escondido durante quase uma década.

Em 2011, quatro meses antes do décimo aniversário dos ataques, autoridades norte-americanas localizaram o líder da Al-Qaeda em Abbottabad, no Paquistão.

Uma equipe de forças especiais da Marinha dos Estados Unidos realizou uma operação durante a madrugada e matou Bin Laden, que tinha 54 anos.

Após a identificação do corpo, autoridades norte-americanas informaram que os restos mortais foram lançados ao mar menos de 24 horas depois da morte.

Julgamento dos acusados ainda se arrasta


Um dos processos mais longos relacionados ao 11 de Setembro envolve Khalid Sheikh Mohammed, apontado como um dos principais responsáveis pelo planejamento dos ataques, e outros acusados.

Em 2024, promotores militares chegaram a um acordo pré-julgamento com alguns dos réus, prevendo confissões de culpa em troca de penas de prisão perpétua e afastamento da pena de morte.

O acordo acabou revogado pelo então secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin. Após novas disputas judiciais, uma corte federal de apelações confirmou a revogação em julho de 2025.

O julgamento militar está previsto para junho de 2028.

Um ataque que mudou a segurança mundial


Os efeitos do 11 de Setembro ultrapassaram os Estados Unidos.

A segurança em aeroportos foi reforçada em diversos países, com novas regras para passageiros e bagagens. O combate ao terrorismo também passou a ocupar posição central na agenda internacional.

No campo geopolítico, a invasão do Afeganistão e posteriormente a guerra no Iraque alteraram alianças, conflitos e estratégias militares durante décadas.

Vinte e cinco anos depois, o 11 de Setembro permanece como um dos acontecimentos mais marcantes da história contemporânea e um dos episódios que mais influenciaram os rumos da política internacional no século XXI.

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *