Redução da safra, frete alto, baixa produtividade das lavouras, além de problemas climáticos na região, são apontados, pelo Boletim do Preço da Cesta Básica do Curso de Economia da UEA, como os vilões

Uma das principais vilãs do orçamento dos brasileiros em 2022, a cesta básica em Manaus teve uma alta média, no período de outubro para novembro, de 1,65%. Com o preço indo a R$ 604,30, o equivalente a 53,90% do salário mínimo atual. Estes números traduzem-se em 110 horas de trabalho por mês, cerca de 51% do limite da jornada de trabalho mensal para pagar a cesta.
Os números da variação da cesta básica manauara são do Boletim do Preço da Cesta Básica realizado pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas em Economia (Nepe) do Curso de Economia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
Divulgada mensalmente, o estudo analisa os valores de 12 itens que compõem a cesta, distinguindo as variações de acordo com as respectivas zonas da capital amazonense.
É possível conferir os boletins produzidos até o momento em https://www.precodacestabasicamanaus.com.br/
“A iniciativa surgiu pelo fato de Manaus, desde 2019, não ser contemplada pela Pesquisa Mensal realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Nossa principal expectativa é de que continuemos a divulgar tais informações em 2023, que são de grande importância para a sociedade”, explica a professora Cleísa Bessa, acrescentando que o Boletim é feito desde setembro de 2022.
Ela afirma que os principais responsáveis por este aumento foram a farinha e a banana, que cresceram, respectivamente, 12,64% e 9,25%.
“Entre os fatores determinantes da elevação observada nestes itens estão a diminuição da safra, alto custo de frete, baixo rendimento e produtividade das lavouras, além de problemas climáticos enfrentados na região”, finaliza.


