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Após elogiar Copom, Haddad ataca juros em reunião com Lula

Após críticas de Lula à taxa de juros, Haddad defende harmonia entre  política fiscal e monetária | Economia | G1

Um dia após elogiar a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central como “mais amigável”, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou o patamar da taxa básica de juros no Brasil.

A crítica foi feita em reunião no Palácio do Planalto, na quinta-feira (8), com as presenças do presidente Lula e de lideranças políticas que integram o Conselho Político da Coalizão do governo.

“Uma ata mais extensa, mais analítica, colocando pontos importantes sobre o trabalho do Ministério da Fazenda. É uma ata mais amigável em relação aos próximos passos que serão tomados”, afirmou Haddad na última quarta-feira (7).

Segundo participantes da reunião desta quinta (8), Haddad citou declaração do ministro da Casa Civil, Rui Costa, em defesa do aumento das concessões e questionou como as empresas se interessarão pelos ativos diante dos juros altos no Brasil.

O ministro da Economia questionou qual a taxa de retorno que as futuras concessionárias cobrarão em troca dos investimentos, com a Selic em um patamar de 13,75% ao ano. “De 20%?”, indagou.

Ao lado do vice-presidente e ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, Haddad comentou ainda que se questiona como os paulistas nunca entenderam por que pagam tão caro nos pedágios em rodovias no estado.

Mudança de postura

As falas do ministro da Fazenda representam uma mudança de postura dele em relação ao tema. Como mostrou a coluna, Haddad vinha atuando para conter os ataques de Lula ao BC em razão dos juros altos no Brasil.

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