
Forças de Defesa de Israel continuam os ataques contra os terroristas do Hamas nos túneis e destruindo as infraestruturas na Faixa de Gaza”, após o grupo não divulgar o nome dos 50 primeiros reféns que seriam libertados na manhã desta quinta-feira (23).
Segundo porta-voz, o Exército, Israel “está atacando alvos terroristas na zona de Jabalia”, no norte de Gaza, onde também utilizou um ‘drone’ e carros de combate para “eliminar várias células” do Hamas.
O Exército de Israel afirma também ter localizado “um túnel no interior de uma mesquita” e na zona agrícola de Beit Hanoun, no norte de Gaza.
Os soldados, de acordo com a mesma fonte, encontraram e atacaram outro túnel e localizaram numerosas armas e outras infraestruturas subterrâneas no interior de uma residência civil.
“Durante as atividades do Exército em Gaza nas últimas 24 horas, foram efetuados ataques aéreos a mais de 300 alvos do Hamas”, incluindo “centros de comando militar, túneis terroristas subterrâneos e instalações de armazenamento, fabrico de armas” e “locais de lançamento de mísseis anti-tanque”.
O Hamas, que governa Gaza após um golpe, é considerado organização terrorista por Israel, Estados Unidos e a União Europeia.
A guerra continua, e não há dados concretos sobre quando começará de fato o cessar-fogo temporário que poderia interromper a atual ofensiva e que deveria começar hoje, até que o Hamas cumpra os acordos que preveem a libertação de 50 reféns israelense em troca de 150 palestinos presos.
No entanto, o conselheiro de segurança nacional israelense, Tzachi Hanegbi, afirmou que a libertação de prisioneiros não ocorrerá antes de sexta-feira, e as negociações continuam.
O acordo também inclui a entrada de mais ajuda humanitária, combustível e material médico em Gaza, um território sob bombardeios incessantes que já resultaram na morte de mais de 14.500 palestinos desde 07 de outubro.
“Os contatos continuam com as duas partes e com nossos parceiros no Egito e nos Estados Unidos para garantir o rápido início da trégua e fazer o que for necessário para assegurar o cumprimento do pacto pelas partes”, sublinhou um porta-voz oficial do Qatar, onde moram os líderes do Hamas.


