
A média das oito pesquisas eleitorais divulgadas no período de fevereiro a maio deste ano para Prefeitura de Manaus indicam o prefeito David Almeida (Avante) com vantagem sobre o deputado federal Amom Mandel (Cidadania).
Levantamento feito pelo e divulgado pelo site RealTime1 neste sábado (4) e mostra que apesar de Amom ter aparecido na frente em cinco das oito pesquisas divulgadas, David Almeida aparece com uma vantagem média de 1,7 pontos percentuais, dentro da margem de erro média de 3,07%.
No segundo bloco de pré-candidatos, disputando a terceira posição, estão o deputado federal Alberto Neto (PL) com média de 10,5% das intenções de votos e o ex-deputado federal Marcelo Ramos (PT), com 8,5%, na frente do presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado estadual Roberto Cidade (União), com uma média de 7,5%.
Ainda considerando a média das pesquisas, o deputado Wilker Barreto (Mobiliza) aparece com 2,4% e a empresária e reitora da Fametro, Maria do Carmo Seffair, com 2,4%.
Pesquisas questionadas na Justiça Eleitoral
Os números das pesquisas realizadas, no entanto, estão sendo contestados a Justiça Eleitoral. Ou foram impugnadas ou estão em processo de impugnação e tem sido considerados pouco confiáveis, seja por utilizarem fonte de dados desatualizas, o que resulta em distorções no resultado final, e até mesmo por suspeita de manipulação de dados.
É o caso da pesquisa da Pontual Pesquisa divulgada no dia 1º de março que, segundo fontes ligadas ao Avante, apresentou 251 incoerências. O partido estaria preparando uma ação pedindo punição para a empresa por suspeita de fraude.
Além das pesquisas realizadas pela Pontual, o Avante e o Partido Liberal (PL) solicitaram acesso ao banco de dados de todas as pesquisas para prefeito de Manaus divulgadas pelas empresas de pesquisa neste ano.
Inclusive o banco de dados da AtlasIntel, empresa nacional de pesquisa, e que foi duramente criticada principalmente pelos partidos ligados aos pré-candidatos que aparecem no segundo bloco da disputa.
No entanto, apesar de terem o direito ao acesso ao sistema interno de controle, verificação e fiscalização de coleta de dados; a todas as planilhas individuais, mapas ou equivalentes; além do acesso integral ao questionário aplicado e o relatório final da pesquisa, as empresas de pesquisa tem resistido em atender as decisões judiciais, obrigando os partidos a entrarem com nova ação junto ao Tribunal Regional Eleitoral.
A pergunta que fica é: por que as empresas de pesquisa resistem em liberar o acesso aos dados internos da pesquisa?


