
O Estado do Amazonas registra 3.177 casos suspeitos de febre Oropouche, informou a FVS (Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas).
Entre 20 estados com incidência da doença, segundo o Ministério da Saúde, Amazonas e Rondônia concentram o maior número de casos na Região Norte. Em todo o país são 7.236 diagnósticos da febre.
Duas mulheres morreram na Bahia. Ambas tinham menos de 30 anos. Elas foram diagnosticadas com sintomas semelhantes ao da dengue grave.
O Ministério da Saúde investiga se a febre oropouche pode ser transmitida de forma vertical (de mãe para filho), porque dois casos registrados no Nordeste e um no Acre evoluíram para óbito fetal, houve um aborto espontâneo e três casos apresentaram anomalias congênitas como a microcefalia. Grupos de pesquisas, orientados pelo ministério, estudam os casos da doença.
A transmissão da doença é feita principalmente pelo “mosquito” conhecido como maruim ou mosquito-pólvora por meio da picada. No Brasil, o vírus foi isolado pela primeira vez em 1960.
Entre as recomendações do Ministério da Saúde estão a de intensificar a vigilância na gestação e o acompanhamento dos bebês de mulheres que tiveram suspeita clínica de doenças transmitidas por mosquitos (arboviroses), como dengue, zika, chikungunya e alertar sobre medidas de prevenção para a população, incluindo gestantes, como evitar áreas com muitos mosquitos, e optar por roupas que cubram a maior parte do corpo.
Além dessas medidas, a FVS recomenda evitar entrar em locais de mata e beira de rios (principalmente entre 9 e 16 horas), limpeza de quintais, evitando o acúmulo de matéria orgânica e, quando possível, recomenda-se o uso de repelentes.
Desde 2023, o exame para o diagnóstico da febre de oropouche está disponível nos centros de saúde públicos de todo país.
No Amazonas, entre 1º de janeiro até dia 25 de julho, foram notificados 30.715 casos suspeitos de arboviroses (doenças transmitidas por mosquitos), sendo confirmados, por critério laboratorial ou clínico-epidemiológicos, 5.593 para dengue, 15 para chikungunya, 63 para zika, especificamente por critério laboratorial, 124 casos de febre do Mayaro, informou a FVS.
Um levantamento feito pela Semsa (Secretaria Municipal de Saúde) no primeiro semestre deste ano, a partir de análises em 26.307 imóveis vistoriados nos 63 bairros de Manaus, classificou 26 bairros como de alta vulnerabilidade para doenças transmitidas por mosquitos.
Zona Sul
Japiim, Parque 10, Cachoeirinha, Adrianópolis, Flores, Petrópolis e Aleixo.
Zona Oeste
Tarumã-Açú, Tarumã, Nova Esperança, Redenção, Alvorada, São Jorge, Compensa, Santo Antônio e São Raimundo.
Zona Norte
Cidade Nova, Colônia Santo Antônio e Colônia Terra Nova.
Zona Leste
Armando Mendes, Coroado, São José, Zumbi, Gilberto Mestrinho, Tancredo Neves e Jorge Teixeira.


