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São Silvestre: corredores da África vencem e brasileiros são terceiros

Sisilia Panga, da Tanzânia, venceu a São Silvestre

Na edição de 100 anos da São Silvestre, Sisilia Ginoka Panga, da Tanzânia, foi a grande campeã entre as mulheres. Já na prova masculina, o etíope Muse Gizachew, de 19 anos, assumiu a liderança nos últimos 50 metros do percurso de 15km, em uma reviravolta impressionante. Os brasileiros Núbia Ramos e Fábio Jesus Correa garantiram duas medalhas de bronze para o Brasil.

Na prova feminina, a queniana Cynthia Chemweno ficou com a medalha de prata, repetindo a segunda e a terceira colocações da edição do ano passado. Panga e Chemweno travaram uma briga dura no início da corrida, mas a corredora da Tanzânia conseguiu abrir uma boa vantagem da metade em diante e manteve a liderança até o final, terminando em um tempo de 51m9s.

Já entre os homens, a emoção deu o tom da corrida até o final. O etíope Muse Gizachew, de 19 anos, impôs um ritmo impressionante nos últimos momentos, deixando para trás o queniano Jonathan Kipkoech e vencendo com o tempo de 44m30s. O Brasil ficou com uma nova medalha de bronze com Fábio Jesus Correa, o melhor desempenho do atleta na prova.

A vitória de Sisilia representou a quebra da sequência de oito anos com vencedoras quenianas, e a última campeã brasileira entre as mulheres foi Lucélia Peres, em 2006. Com a medalha de ouro, os campeões receberão R$62,6 mil, cada um, como premiação. Os medalhistas de prata arrecadarão R$31,3 mil, e os brasileiros ficarão com R$18,8 mil.

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