O caso aconteceu em outubro de 2025, no bairro Vila da Prata, em Manaus, durante uma ação policial filmada por moradores.

O MPAM (Ministério Público do Estado do Amazonas) deflagrou na manhã desta sexta-feira (13) operação contra 19 policiais militares pela morte do jovem João Paulo Maciel dos Santos, de 19 anos na época, ocorrida no dia 28 de outubro de 2025 no bairro Vila da Prata, zona oeste de Manaus. A ação dos policiais foi registrada em vídeo.
As imagens mostram que João Paulo foi abordado por policiais militares no Beco Arthur Virgílio. Ele não resiste à abordagem, mas é imobilizado e levado por um beco. Na sequência, os policiais saem com o corpo carregado em um lençol.
A PM informou que recebeu denúncia anônima sobre homens armados comercializando drogas e os suspeitos reagiram a tiros à abordagem.
Os familiares e amigos do jovem contestaram a ação policial e afirmam que João Paulo estava desarmado. Na ação contra o tráfico de drogas, os policiais apreenderam drogas, um revólver calibre 38, duas balanças e R$ 152 em espécie.
A investigação é coordenada pelas 60ª e 61ª Promotorias de Justiça de Controle Externo da Atividade Policial. O MP cumpre mandados judiciais de prisão, busca e apreensão.
Veja o vídeo da abordagem:
Relembre o caso
João Paulo Maciel, 19, morto durante uma intervenção policial da Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), no dia 28 de outubro de 2025, no beco Arthur Virgílio, bairro Vila da Prata, zona oeste de Manaus, sangrou até a morte, aponta laudo pericial. Documento revela que os ferimentos provocaram danos graves a órgãos vitais que o levaram a morte por hemorragia.
De acordo com o documento enviado ao G1, João Paulo foi baleado no lado esquerdo do peito e duas vezes na região abdominal que atravessaram o corpo do jovem e saíram pelas costas. O laudo indica que coração e fígado foram atingidos o que resultou em um intenso sangramento.
Na ocasião do crime, a Rocam alegou ter sido recebida a tiros após denúncia anônima sobre tráfico e, o jovem foi morto durante confronto com os policiais.
Família contesta versão e acusa PMs
Um parente da vítima acusou a Rocam de ter chegado ao local já atirando e executado o jovem após rendê-lo. Questionado sobre a presença de criminosos no beco, o familiar confirmou que havia pessoas com envolvimento com o tráfico de drogas, mas garantiu que João Paulo não era uma delas.
O parente reforçou que a inocência de João Paulo foi o motivo pelo qual ele não fugiu, diferentemente dos envolvidos com o crime.


