
A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) divulgou nesta quarta-feira (18/03), um novo boletim epidemiológico que apresenta a situação das neoplasias malignas no estado entre 2020 e 2024. O movimento Março Lilás reforça a importância da informação e da prevenção no enfrentamento do câncer.
De acordo com o boletim, o Amazonas registrou 21.257 diagnósticos positivos de neoplasias malignas no período analisado, com média superior a 4 mil casos por ano. Os dados mostram maior proporção de diagnósticos no sexo feminino (60,3%) e concentração entre pessoas de 40 a 79 anos, faixa etária que reúne 77,6% dos registros.
O levantamento reúne informações sobre diagnósticos, hospitalizações e óbitos, contribuindo para o acompanhamento da carga da doença e para o planejamento das ações de saúde no território amazonense. O documento completo está disponível em www.fvs.am.gov.br.
Entre 2020 e 2024, os óbitos por neoplasias malignas no Amazonas passaram de 2.587 para 3.140 registros, com maior concentração entre pessoas acima de 50 anos. Em relação à raça/cor, a maior proporção ocorreu entre pessoas pardas (74,4%), seguidas por brancas (18,1%), pretas (2,9%) e indígenas (2,8%).
Entre as mulheres, os óbitos estão principalmente relacionados ao câncer de colo do útero e ao câncer de mama. Já entre os homens, destacam-se câncer de estômago, próstata, brônquios e pulmões, evidenciando diferenças no perfil da doença entre os sexos.
O boletim da FVS-RCP também chama atenção para fatores de risco que podem ser modificados, como tabagismo, consumo de álcool, alimentação inadequada e sedentarismo. A adoção de hábitos saudáveis, aliada ao acompanhamento regular nos serviços de saúde e à participação em exames de rastreamento, contribui para reduzir riscos e favorecer o diagnóstico precoce.
A publicação integra as ações de análise da situação de saúde da FVS-RCP e reúne informações que apoiam gestores e profissionais no planejamento das estratégias de prevenção, vigilância e cuidado à população amazonense.
Mulheres
A secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud, reforça a necessidade do cuidado contínuo que, conforme afirma, deve iniciar na atenção primária, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSF).
“No SUS, a porta de entrada, ou seja, o acompanhamento ambulatorial na saúde da mulher é, primariamente, na Atenção Básica. Justamente para que sejam feitas ações preventivas. Caso a mulher precise do acompanhamento ambulatorial no nível mais especializado ou da urgência e emergência, ela é encaminhada para unidades como o Instituto da Mulher Dona Lindu”, observa.
Importância do pré-natal
A gerente médica do IMDL, Sonia Hayashi Diniz, explica que o acompanhamento especializado durante a gestação permite identificar precocemente alterações como hipertensão, diabetes e infecções, reduzindo complicações maternas e neonatais. “Com um pré-natal bem feito e uma equipe preparada, conseguimos atuar rapidamente e aumentar a segurança da mãe e do bebê”, explicou.
A coordenadora de Enfermagem, Maria Gracimar, destaca que a estrutura organizada e a atuação multiprofissional contribuem para a redução de riscos e para a qualificação do cuidado prestado às mulheres.


