Prefeito David Almeida entrega nova etapa e soluciona déficit histórico de sepultamentos após mais de 40 anos sem novos espaços

O prefeito de Manaus, David Almeida, entregou nesta terça-feira (24), a segunda etapa do cemitério vertical Nossa Senhora Aparecida, localizado no bairro Tarumã, zona Oeste da capital, ampliando a capacidade de sepultamentos da cidade e consolidando uma solução para um problema histórico: a ausência de novos cemitérios há mais de quatro décadas.
A entrega ocorre em um contexto de forte pressão sobre o sistema funerário, agravado durante a pandemia, quando a cidade enfrentou a escassez de áreas para sepultamento. A resposta da gestão foi a implantação de um modelo moderno, já consolidado em grandes centros urbanos, que otimiza o uso do espaço e garante mais organização, eficiência e dignidade às famílias.
O projeto foi estruturado em três fases. A primeira, entregue em outubro de 2022, disponibilizou 5.000 lóculos. Nesta segunda etapa, são incorporadas mais 7.400 unidades, elevando significativamente a capacidade do espaço.
A terceira fase, atualmente em planejamento, prevê a construção de mais 8.400 lóculos. Ao final, o complexo ultrapassará 20 mil sepulturas verticais, além de quase 10 mil gavetas de ossuário, que permitem a reutilização dos espaços conforme previsto em lei.
Com as duas primeiras etapas já executadas, o cemitério soma aproximadamente 13 mil sepulturas concluídas e segue em operação há mais de um ano, atendendo a demanda da cidade mesmo antes da finalização total da estrutura. A obra alcança aproximadamente 65% de execução.
Além da ampliação física, a intervenção promoveu a modernização completa do campo-santo público. Quando assumiu a gestão, o espaço não possuía abastecimento regular de água, acesso estruturado ou processos informatizados.

O secretário municipal de Limpeza Urbana, Sabá Reis, reforçou o impacto estrutural da obra e relembrou as condições anteriores. “Esta estrutura ficou mais de 20 anos sem água encanada. Tudo era feito com carro-pipa. Não havia entrada adequada, nem organização. Durante a pandemia, chegamos a registrar mais de 200 sepultamentos em um único dia. Hoje, temos um modelo moderno, mais eficiente e muito mais fácil de manter”, afirmou.
Sabá também destacou a transformação no padrão dos cemitérios da capital. “Os cemitérios eram áreas abandonadas, sem iluminação e sem segurança. Hoje, estão todos cercados, iluminados, com manutenção permanente e segurança 24 horas. As pessoas voltaram a frequentar esses espaços com dignidade”, completou.
Outro avanço importante é a implantação do primeiro cemitério indígena da cidade, integrado ao complexo, voltado aos povos originários.
Com a conclusão total do projeto, a Prefeitura de Manaus projeta eliminar definitivamente o déficit de vagas para sepultamentos, estabelecendo um novo padrão de planejamento urbano e gestão pública em um dos serviços mais sensíveis à população.


