Ação prende cinco pessoas, incluindo tenente da Aeronáutica, e revela rede criminosa estruturada.As investigações começaram em janeiro deste ano e identificaram que o grupo atuava de forma estruturada, oferecendo empréstimos ilegais com juros abusivos que podiam ultrapassar 50% ao mês.
Um esquema milionário de extorsão, roubo e lavagem de dinheiro operado por agiotagem no Amazonas foi desarticulado nesta terça-feira (14). O tenente da Aeronáutica, Caique Assunção dos Santos, apontado como um dos operadores do grupo criminoso e outros quatro integrantes do grupo foram preso. A prisão foi realizada pelos policiais civis do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) durante a deflagração da segunda fase da Operação Tormenta.
De acordo com a polícia, a rede de agiotas atuava principalmente contra servidores públicos do Amazonas, com foco em mulheres que trabalham em tribunais sediados no estado.
As vítimas eram atraídas por empréstimos ilegais e, posteriormente, passavam a sofrer ameaças, cobranças abusivas e extorsões. O grupo utilizava métodos de pressão para garantir o pagamento das dívidas, ampliando o lucro da organização.
Empresas de fachada e bens de luxo
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam armas de fogo, dinheiro em espécie, celulares, computadores e veículos de alto padrão.
Além disso, pelo menos seis empresas de fachada foram identificadas e tiveram valores bloqueados por suspeita de serem utilizadas na lavagem de dinheiro do esquema criminoso. A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento para identificar outros integrantes e aprofundar o rastreamento do dinheiro movimentado pelo grupo.
Operação Tormenta
Na primeira fase, a polícia identificou pelo menos cinco vítimas. Uma delas, servidora do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), relatou que fez um empréstimo inicial de R$ 5 mil, mas a dívida cresceu rapidamente e chegou a valores milionários. Ela afirmou ter perdido dois imóveis e um carro, além de sofrer ameaças de morte e até de sequestro do filho.
De acordo com a polícia, os suspeitos usavam violência, intimidação e até abordagens em locais públicos para cobrar as dívidas. Em um das situações, a vítima foi forçada a entrar em um carro no estacionamento do tribunal. Áudios obtidos durante a investigação mostram ameaças de morte e ataques a veículos oficiais.
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