
O governo federal enviou ao Congresso, nesta quarta-feira (15), o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, com proposta de salário mínimo de R$ 1.717. O valor representa um aumento de R$ 96 (5,9%), em relação ao mínimo de 2026, que é de R$ 1.621.
O aumento segue a política de valorização do mínimo, que é um dos pilares do terceiro mandato de Lula. O aumento real, ou seja, acima da inflação, era uma promessa de campanha do petista, sob a justificativa de que a medida aumenta o poder de compra das famílias.
A política de aumento do mínimo se baseia em um índice que combina a inflação do ano anterior e a variação positiva do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de toda a riqueza produzida no país, de dois anos anteriores, a partir de 1º de janeiro.
Além dos trabalhadores, também são beneficiados pelo aumento do salário mínimo os aposentados, pensionistas e beneficiários de benefícios sociais.
O PLDO enviado ao Congresso Nacional será analisado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) e pelo plenário da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.
Mesmo com esse número apresentado na LDO, o valor do piso salarial de 2027 ainda pode ser alterado. Uma nova avaliação será encaminhada com a proposta orçamentária, que deverá ser apresentada até o dia 31 de agosto, e o valor final só será conhecido em dezembro deste ano, quando será divulgado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de novembro.
As diretrizes do orçamento propostas pelo governo preveem, ainda, um superávit primário de 0,5% do PIB em 2027, o equivalente a R$ 73,2 bilhões. A margem de tolerância é de 0,25% para cima ou para baixo, sendo que o piso de superávit é de R$ 36,6 bilhões e o teto é de R$ 109,8 bilhões.
Apesar disso, o governo prevê que R$ 65 bilhões serão retirados do cálculo do resultado primário. Os descontos são referentes a gastos com precatórios, defesa, saúde e educação.
Além disso, o texto prevê que a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) deve chegar a 83,4% do PIB no próximo ano.


