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Amazonas cria 1,7 mil empregos com carteira assinada em abril

O Amazonas registrou a criação de 1.710 empregos com carteira assinada em abril de 2026, de acordo com dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O saldo positivo reflete a diferença entre admissões e desligamentos realizados ao longo do mês.

O setor de Serviços foi o principal responsável pela geração de vagas no estado, com a abertura de 939 postos de trabalho. Também apresentaram desempenho positivo os segmentos de Comércio, com 603 vagas, Construção Civil, com 403, e Agropecuária, com 29 novos empregos. A Indústria foi o único setor a registrar resultado negativo, com saldo de menos 264 postos.

Manaus concentrou a maior parte das contratações formais no Amazonas, com 1.244 novos empregos gerados em abril. Outros municípios que se destacaram foram Parintins, com saldo de 192 vagas, Iranduba, com 68, e Codajás, que registrou 46 novos postos de trabalho.

Os dados mostram ainda que os homens ocuparam a maioria das vagas criadas no período, com 960 contratações, enquanto as mulheres preencheram 750 postos. Entre os grupos etários, os jovens de 18 a 24 anos lideraram o ingresso no mercado formal, respondendo por 1.697 novas admissões.

Em relação à escolaridade, trabalhadores com ensino médio completo foram os mais beneficiados pelas contratações, ocupando 1.238 vagas. No cenário nacional, o Brasil encerrou abril com saldo positivo de 85.888 empregos formais, elevando para 699.762 o número de postos de trabalho criados nos quatro primeiros meses de 2026.

Brasil

Na divisão por unidades da Federação, 24 registraram saldo positivo e três demitiram mais do que contrataram. Os destaques na criação de empregos foram em São Paulo (+20.202), Rio de Janeiro (+11.741) e Minas Gerais (+8.991). Os estados que eliminaram empregos formais em abril foram Alagoas (-1.505), Rio Grande do Sul (-1.396) e Rio Grande do Norte (-1.396).

Todas as cinco regiões do País registraram abertura de vagas formais em abril.

Sudeste: 44.545 postos
Nordeste: 18.714
Centro-Oeste: 10.890
Norte: 6.651
Sul: 4.449

Os dados apontam que 85.888 postos de trabalho com carteira assinada foram abertos em abril em todo o País. O saldo é 62,3% menor em relação a março, quando o país criou 227.974 empregos. A criação de empregos caiu 63,9% em comparação a abril do ano passado, pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia.

No mesmo mês de 2025, tinham sido criados 238.216 postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores. Em relação aos meses de abril desde 2020, esse é o segundo resultado mais baixo da série, só perdendo para o mesmo mês de 2020, que registrou o fechamento de 981.342 postos, no início da pandemia de covid-19. A mudança da metodologia impede a comparação com anos anteriores a 2020.

De janeiro a abril, o Caged registrou queda de 23,4% no acumulado de vagas formais: de 699.762 (quatro meses de 2026) para 913.827 (quatro meses de 2025).
Os dados trazem ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores.

Setores

Na divisão por ramos de atividade, três dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em abril.

Serviços: +69.601 postos
Construção civil: +23.525
Indústria (de transformação, de extração e de outros tipos): +9.256
Dois setores demitiram mais do que contrataram em abril
Agropecuária: -8.378 postos
Comércio: -8.114

Com a criação de empregos formais, o número de trabalhadores com carteira assinada encerrou abril em 47.810.425, alta de 0,18% em relação a março e de 2,26% em relação ao mesmo mês do ano passado.

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