
A Inglaterra e a Argentina mediram forças na segunda semifinal da Copa do Mundo de 2026 por uma vaga na grande final do campeonato, onde a Espanha já garantiu seu lugar. Com uma história rica por trás deste duelo que vai muito além do futebol, a Guerra das Malvinas, de 1982, esteve presente nas mentes dos torcedores e dos jogadores ao longo da partida.
A equipe inglesa acabou abrindo o placar aos 9 minutos, com gol de Gordon no estádio de Atlanta, nos Estados Unidos. Em desvantagem, a Argentina pressionou e aos 39 minutos do 2º tempo Enzo Fernández marcou para os hermanos. No prorrogação, Lautaro Martínez marcou o gol da vitória para os argentinos.
Agora, a Argentina, novamente, faz uma final de Copa do Mundo. A adversária será a Espanha e o palco, o Estádio de Nova York, Nova Jérsei, no próximo domingo (19), a partir das 15h (de Brasília).
Apesar de tanto Lionel Scaloni quanto Thomas Tuchel terem tentado manter sob controle as implicâncias históricas de um Inglaterra x Argentina, desde antes do apito final, o estádio de Atlanta dizia outra coisa.
Seja nas provocações da torcida argentina (“Aquele que não pula é inglês”) ou nos minutos iniciais, que deram trabalho para o árbitro americano Ismael Elfath, o clima de tensão era quase palpável.
Cada dividido e disputa de bola era motivo para uma contenda, seja um cotovelo levantado, um pé que pisou com mais força ou uma troca de palavras nada amigável. Enzo Fernández e Elliot Anderson protagonizaram dois lances assim. O goleiro Jordan Pickford e Giuliano Simeone, outro. E Paredes e Bellingham também tiveram palavras a dizer um para o outro.
Nos raros momentos de bola rolando, sem interrupções por faltas, a Argentina mostrava mais paciência para trocar passes e tentar desarrumar a defesa inglesa. Já os comandados de Thomas Tuchel tentavam acelerar a partida quando tinham o controle, apostando na velocidade e habilidade de Morgan Rogers, Spence e Gordon para escapar das chegadas mais fortes dos defensores argentinos.
Após o cooling break, a Inglaterra criou lances de perigo, utilizando principalmente o lado esquerdo com a combinação Spence/Gordon. Após uma falta criada pela dupla, em pressão feita pelo ataque, a Argentina teve uma oportunidade de contra-ataque, liderada por Lionel Messi, que conseguiu escapar de dois marcadores. O camisa 10 deu continuidade ao lance, mas foi parado por Anderson, que recebeu o primeiro cartão amarelo da partida. Messi, combinando com Enzo, criou a primeira oportunidade de perigo da partida, um chute de fora da área, que passou por cima do gol de Pickford.
Messi, aliás, não estava em seus melhores dias neste primeiro tempo. Apesar de ter se apresentado para o jogo e buscado criar para seus companheiros, errou passes e perdeu bolas que poderiam potencialmente ter criado oportunidades de perigo para a Inglaterra.
Os comandados de Tuchel, por sua vez, sem espaço para correr, foram obrigados a buscar um jogo mais semelhante ao adversário, trocando passes e esperando uma oportunidade, mas claramente não era o que gostariam de fazer, encontrando dificuldades para penetrar na área argentina.
Escalação
INGLATERRA: Pickford; Reece James, Stones, Guéhi e Spence; Declan Rice e Elliott Anderson; Anthony Gordon, Bellingham e Rogers; Kane / Técnico: Thomas Tuchel
ARGENTINA: Dibu Martínez; Molina, Cuti Romero, Lisandro Martínez e Tagliafico; Leandro Paredes, Alexis Mac Allister, Enzo Fernández e Simeone; Julián Álvarez e Lionel Messi . / Técnico: Lionel Scaloni


