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Feira cultural mobiliza estudantes em reflexões ambientais, povos originários

A programação continua nesta sexta-feira (13), com um desfile de moda sustentável produzido pelos estudantes com peças desenvolvidas a partir de materiais recicláveis.

Mais de 800 estudantes do Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano) da Escola Estadual (EE) Osmar Pedrosa, localizada na zona norte de Manaus, participaram, nesta quinta-feira (11) da Feira Cultural pela passagem do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado no dia 5 de junho.

A programação reuniu salas temáticas organizadas pelos próprios alunos, que apresentaram pesquisas, maquetes, exposições e atividades interativas sobre sustentabilidade, povos originários, racismo ambiental, reciclagem, energias renováveis e conhecimentos tradicionais da Amazônia.

Idealizada pela professora de Geografia, Gracymar Araújo, a atividade foi desenvolvida ao longo de dois meses e envolveu professores e estudantes de todas as turmas do 6º ao 9º ano. Os temas foram definidos pelos docentes, e os alunos realizaram pesquisas na sala de informática da escola sob orientação dos professores-conselheiros para definir os subtópicos de cada apresentação.

Durante a feira, os visitantes percorreram as salas em formato rotativo, conhecendo diferentes abordagens sobre a temática ambiental. Entre os assuntos apresentados estavam a cultura dos povos indígenas, grafismos, instrumentos musicais, culinária tradicional, medicina da floresta, autores indígenas contemporâneos, lendas amazônicas, sustentabilidade, coleta seletiva, reciclagem, descarte correto de resíduos e racismo ambiental.

De acordo com a professora Gracymar Araújo, a proposta buscou ampliar a compreensão dos estudantes sobre questões que, à primeira vista, parecem separadas, mas que possuem relações profundas entre si.


Consciência social


Entre as apresentações que mais chamaram atenção esteve a sala temática sobre racismo ambiental. Os estudantes desenvolveram maquetes, encenações teatrais e exposições explicativas para demonstrar como a falta de infraestrutura e de políticas públicas impacta, principalmente, comunidades em situação de vulnerabilidade social.

A estudante Hadassa Gadelha, do 8º ano, contou que nunca havia ouvido falar sobre o tema antes da realização da feira. “Eu não conhecia o termo racismo ambiental. Durante as pesquisas, entendi que ele está relacionado às desigualdades sociais e à falta de infraestrutura que afeta principalmente populações negras, indígenas e moradores das periferias. Foi um assunto que abriu minha mente para questões que eu não observava antes”, afirmou a estudante.

Conhecimentos ancestrais


Outra temática que despertou o interesse dos estudantes foi a cultura dos povos originários. As salas abordaram aspectos como alimentação, medicina tradicional, grafismos, mitologia, línguas indígenas e saberes ancestrais transmitidos entre gerações.

Para a estudante Luna Souza, de 13 anos, do 8º ano, a oportunidade permitiu conhecer mais sobre elementos presentes no cotidiano amazônico. “O que mais me chamou atenção foi aprender sobre a culinária indígena, principalmente a da mandioca. É um alimento que eu consumo muito em casa e não imaginava o quanto ele está presente na cultura indígena. Também gostei de conhecer mais sobre a medicina tradicional, sobre a copaíba, a andiroba e o leite de amapá”, detalhou.

Entre as apresentações das outras salas, Luna disse que gostou da apresentação sobre energias renováveis. “Acredito que são as fontes de energia do futuro, importante que a gente conheça e fale mais sobre elas”, ressaltou Luna.

Além das apresentações desta quinta-feira, a culminância da Feira Cultural contará, nesta sexta-feira (13/06), com um desfile sustentável produzido pelos estudantes a partir da reutilização de materiais recicláveis, reforçando a proposta de conscientização ambiental desenvolvida pela escola.

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