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Teatro Amazonas entra na Unesco e reservas de atividades em Manaus crescem 49%

Os tours com foco no Teatro Amazonas responderam por 18% das reservas da Civitatis na capital.

O Teatro Amazonas, em Manaus, passou a integrar a lista de Patrimônio Mundial Cultural da Unesco sob a denominação “Teatros da Amazônia”. O reconhecimento foi oficializado na madrugada de segunda-feira (27), durante a 48ª sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, realizada em Busan, na Coreia do Sul, em candidatura conjunta com o Theatro da Paz, de Belém. Com a inscrição, os dois edifícios se tornam o primeiro bem cultural da Região Norte a integrar a lista e a 26ª inscrição brasileira.

O reconhecimento ocorre em um momento de crescimento da demanda turística na capital amazonense. Segundo dados internos da Civitatis, plataforma de reserva de atividades e experiências, o número de reservas em Manaus aumentou cerca de 49% no primeiro semestre de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior. Em janeiro deste ano, a Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE também registrou avanço de 4,7% na atividade turística do Amazonas em relação a dezembro.

Teatro Amazonas se torna o destaque do tour pela cidade

De acordo com a Civitatis, os passeios pelo centro histórico já figuram entre os mais reservados na cidade. Nos seis primeiros meses de 2026, os tours urbanos com foco no Teatro Amazonas responderam por 18% das reservas em Manaus, atrás apenas das experiências na selva e dos passeios pelos rios Negro e Amazonas.

“Já vínhamos observando um interesse crescente por Manaus, e o centro histórico ganhava espaço mesmo antes do anúncio. O Teatro Amazonas sempre foi um ícone, mas para muitos viajantes ele era um detalhe dentro de uma viagem cuja motivação principal era a floresta. O selo da Unesco muda essa hierarquia: ele transforma o próprio centro histórico da cidade em um motivo de viagem, e é uma referência que o turista internacional reconhece na hora de escolher um destino”, afirmou Alexandre Oliveira, country manager da Civitatis.

Inaugurado em 1896, durante o ciclo da borracha, o Teatro Amazonas foi construído com referências à arquitetura da Belle Époque europeia e reúne materiais como mármore de Carrara, ferro forjado e uma cúpula revestida por telhas coloridas nas cores da bandeira brasileira. Segundo a Unesco, o edifício também incorpora elementos e referências da floresta amazônica, característica reconhecida como parte de sua identidade cultural. Tanto o Teatro Amazonas quanto o Theatro da Paz já eram tombados pelo Iphan desde a década de 1960.

O reconhecimento da Unesco abrange o conjunto histórico em que o teatro está inserido. A poucos metros do edifício ficam o Largo de São Sebastião, a igreja de São Sebastião, o porto de Manaus e o Mercado Municipal Adolpho Lisboa, inaugurado em 1883.

Na Civitatis, a visita guiada por Manaus e ao Teatro Amazonas está entre as experiências oferecidas na cidade. O roteiro parte do Largo de São Sebastião, inclui entrada no teatro e passa pelo porto, pelo Mercado Adolpho Lisboa e pelo mirante Lúcia Almeida. O percurso dura entre três horas e meia e quatro horas.

Para Alexandre Oliveira, o reconhecimento internacional pode ampliar a visibilidade da capital amazonense e de Belém entre turistas brasileiros e estrangeiros.

“Quando um destino ganha um reconhecimento desse porte, o interesse não se limita ao monumento em si. Ele se espalha pela cidade e pela região no entorno. Nossa expectativa é que Manaus e Belém passem a aparecer com mais força nos planejamentos de viagem, inclusive de estrangeiros, e que o turismo cultural caminhe lado a lado com o turismo de natureza que já é forte no Norte”, disse.

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