Faturamento do PIM cai em junho mas fecha o semestre com crescimento; emprego teve redução.

O Polo Industrial de Manaus (PIM) encerrou o primeiro semestre de 2026 com um faturamento acumulado de R$ 121,90 bilhões, valor que representa um avanço de 8,5% em comparação aos R$ 112,47 bilhões registrados no mesmo período de 2025. O desempenho do semestre foi sustentado pela forte atividade de setores consolidados e pelo ritmo de produção de itens de alta tecnologia e mobilidade. Contudo, os dados divulgados pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), na última sexta-feira (7), apontam uma oscilação pontual no mês de junho, quando o faturamento somou R$ 20,13 bilhões, indicando um recuo de 4,5% frente aos R$ 21,09 bilhões apurados em maio — uma redução mensal de R$ 962,34 milhões.
A receita acumulada nos seis primeiros meses do ano manteve-se concentrada em quatro polos principais. O segmento de Bens de Informática liderou a movimentação econômica da indústria amazonense com 22,01% de participação total. Na sequência, figuram os polos de Duas Rodas (19,77%), Eletroeletrônico (15,90%) e Químico (10,87%), acompanhados pelos setores Termoplástico (10,49%), Metalúrgico (8,78%) e Mecânico (6,33%). Em termos de aceleração percentual de vendas, o destaque absoluto ficou por conta da indústria de Bebidas, que cravou a maior alta do período ao crescer 48,05%.
Na linha de montagem, a fabricação em escala continuou liderada por motocicletas, motonetas e ciclomotores, com 1.152.715 unidades produzidas, e por telefones celulares, que somaram 6.226.893 unidades. Além dos líderes de volume, outros nichos registraram altas expressivas de produção no semestre, como os aparelhos de home theater (24.465 unidades e crescimento de 30,70%), lâminas e cartuchos de barbear (46.121.608 unidades e expansão de 28,00%) e microcomputadores desktop (5.813 unidades e alta de 19,73%).
No comércio exterior, as exportações do PIM fecharam os seis primeiros meses do ano acumulando US$ 391,04 milhões, dos quais US$ 51,56 milhões foram embarcados em junho. O mercado de trabalho, por sua vez, registrou uma leve retração: a média de trabalhadores ocupados (efetivos, temporários e terceirizados) passou de 132.045 no primeiro semestre de 2025 para 131.076 no mesmo período de 2026. A variação mensal acompanhou a curva, recuando de 130.732 postos em maio para 130.636 em junho. De acordo com a Suframa, o balanço do semestre confirma a estabilidade operacional e a manutenção dos padrões tradicionais de produção no modelo Zona Franca.


