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Amazonas registra 21 veículos blindados no 1º semestre; obter autorização

Amazonas foi o 8º Estado com maior número de registros de carros blindados no primeiro semestre de 2026.

A sensação de insegurança e o avanço da violência ligada ao crime organizado no Amazonas continuam impulsionando a busca por alternativas de proteção individual. No primeiro semestre de 2026, o estado ocupou a 8ª posição nacional no ranking de registro de veículos blindados, somando 21 novas autorizações concedidas pelo Exército Brasileiro. O total ficou divido igualmente entre registros de pessoas físicas (10) e pessoas jurídicas (10).

Embora a participação do Amazonas represente apenas 0,11% do total nacional — que alcançou 19.138 blindagens no período —, o interesse pelo serviço reflete o cenário local. Episódios recentes de execuções à luz do dia, guerras de facções em Manaus e assaltos violentos no trânsito urbano têm levado empresários e executivos a buscar reforço na segurança pessoal.

Os dados da Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados (DFPC) do Exército foram compilados pela Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin). Este é o primeiro ano em que o balanço traz a estratificação por Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV), permitindo detalhar o perfil dos proprietários.

  • Amazonas no ranking: 8º lugar (21 veículos).
  • Divisão local: 10 para Pessoa Física, 10 para Pessoa Jurídica e 1 não estratificado.
  • Total nacional: 19.138 blindagens (alta de 7% em relação ao 1º semestre de 2025).
  • Frota acumulada no Brasil: Mais de 183,1 mil automóveis blindados desde 2020.

O topo do ranking nacional permanece concentrado no Sudeste e Sul. São Paulo lidera isolado com 10.307 blindagens (60% do mercado), impulsionado pela concentração da frota, renda e das próprias empresas convertedoras. Rio de Janeiro (2.398), Paraná (991), Minas Gerais (860) e Ceará (496) completam o grupo dos cinco primeiros, acumulando 88% das solicitações do país.

Autorização

Obter a autorização para blindar um veículo no Amazonas exige o cumprimento de normas estipuladas pelo Exército Brasileiro, responsável pela fiscalização de Produtos Controlados (PCE). O processo vale tanto para pessoas físicas quanto jurídicas e envolve etapas burocráticas essenciais antes, durante e após a modificação do automóvel.

1. Obtenção da Declaração de Anuência (Pré-Blindagem) Antes de enviar o carro para a convertedora, o proprietário deve obter a Declaração de Anuência emitida pelo Exército.

  • Documentação necessária: RG, CPF, comprovante de residência, CNH e certidões negativas de antecedentes criminais (Justiça Estadual, Federal, Eleitoral e Militar).
  • Pessoa Jurídica: Apresentar o CNPJ, contrato social, comprovante de endereço da empresa e certidões negativas dos sócios ou diretores.
  • Solicitação: É feita por meio do Sistema de Gestão de Produtos Controlados (SICPCE) do Exército ou através da própria blindadora credenciada.

2. Escolha da Empresa e Execução do Serviço

  • A blindagem só pode ser realizada por empresas devidamente registradas e homologadas pelo Exército (possuidoras de Certificado de Registro – CR ativo).
  • A empresa emite a Nota Fiscal da prestação de serviço e dos materiais balísticos utilizados (que contêm número de série e rastreabilidade).

3. Atualização da Documentação do Veículo (CRLV) Após a conclusão do serviço, o veículo precisa ter a alteração registrada no sistema de trânsito local para emissão do novo CRLV com a informação de modificação visual/estrutural.

  • Vistoria e Certificado: O veículo passa por inspeção em uma Instituição Técnica Licenciada (ITL) pelo Senatran para obter o Certificado de Segurança Veicular (CSV).
  • Detran-AM: Com o CSV, o laudo do Exército e o termo de responsabilidade da blindadora em mãos, o proprietário realiza a vistoria no Detran-AM para constar a observação “veículo blindado” no documento oficial do carro.

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