Durante painel na Exposibram, Sérgio Leite apresentou a solução hidroviária prevista para o escoamento da futura produção do Projeto Potássio Autazes

A importância das hidrovias para a mineração no Amazonas e a dependência brasileira de fertilizantes importados foram temas abordados pela Potássio do Brasil durante a EXPOSIBRAM 2026, em Belo Horizonte (MG). O presidente da companhia, Sérgio Leite, participou do painel “Corredores Logísticos para a atividade mineral”, realizado na terça-feira (25), e apresentou a solução logística prevista para o Projeto Potássio Autazes.
Durante o debate, Sérgio explicou que as características do Amazonas favorecem soluções logísticas adaptadas à realidade da região. No Amazonas, os rios desempenham papel essencial na movimentação de cargas e na conexão entre diferentes regiões. No Projeto Potássio Autazes, o transporte hidroviário está previsto como eixo para o escoamento da futura produção e sua conexão com regiões agrícolas brasileiras.
“Quando falamos em logística da mineração, normalmente pensamos em ferrovias e rodovias. No Amazonas, porém, os rios cumprem esse papel e são fundamentais para o transporte. O painel também mostrou uma vulnerabilidade do Brasil: somos um dos maiores produtores de alimentos do mundo, mas ainda dependemos fortemente da importação de fertilizantes. A Potássio do Brasil e o setor mineral reconhecem a importância de reduzir essa dependência. Para avançarmos, é fundamental que a sociedade também compreenda a importância estratégica de ampliar a produção nacional de fertilizantes”, afirmou Sérgio Leite.
O Projeto Potássio Autazes é voltado à produção nacional de cloreto de potássio, um dos principais nutrientes utilizados na agricultura. O empreendimento busca ampliar a oferta brasileira e diversificar as fontes de abastecimento de uma cadeia essencial à produção de alimentos.
Autazes no estande

Além da participação no Congresso, a Potássio do Brasil apresenta o Projeto Potássio Autazes em um estande inspirado no município onde o empreendimento está em desenvolvimento. Os visitantes podem saber mais sobre a fase atual do projeto, o planejamento para sua execução, o método de mineração, os equipamentos previstos e mais de 40 projetos e iniciativas que integram seu desenvolvimento.
O conceito do espaço reúne referências à paisagem amazônica, aos rios e às características de Autazes. Referências à cultura Mura também estão presentes no estande por meio de duas obras dos artistas Lino Prado Mura e Everton Mura, presenteadas à Potássio do Brasil: um cocar e um grafismo que representa união.
A produção local também faz parte da experiência. Durante a programação, o público pode degustar queijos premiados da Fazenda D’Lourdes, da produtora de Autazes, Arleane Costa Figueiredo. O estande apresenta ainda amostras de cloreto de potássio, mineral que o projeto prevê produzir. As amostras permitem aos visitantes conhecer de forma concreta um insumo essencial à agricultura brasileira.
Dessa forma, o espaço reúne informações sobre o Projeto Potássio Autazes e referências à identidade, à produção e à diversidade cultural do município.
Para o diretor de Projetos da Potássio do Brasil, Raphael Bloise, a participação no evento tem demonstrado o interesse de profissionais e representantes dos setores industrial e mineral em conhecer o empreendimento. “A participação na EXPOSIBRAM tem sido muito positiva. Temos recebido muitos visitantes interessados em conhecer o andamento do Projeto Potássio Autazes. Esse interesse e a oportunidade de apresentar os avanços do projeto nos trazem muita satisfação”, afirmou Raphael Bloise.
Sobre a EXPOSIBRAM 2026
Realizada pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), a EXPOSIBRAM é considerada a maior feira de mineração da América Latina. A edição de 2026 começou na segunda-feira (24) e segue até esta quinta-feira (27), no Expominas BH, em Belo Horizonte.
O evento reúne empresas, especialistas, autoridades e representantes de diferentes segmentos em uma programação composta por exposições, debates técnicos e discussões sobre temas estratégicos para a mineração.
A Potássio do Brasil recebe os visitantes no estande F01, das 13h às 20h.


