
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (27). O indicador registrou uma recuo de 0,5 ponto percentual em comparação ao trimestre terminado em abril (5,8%) e um recuo de 0,3 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025.
Com a melhora nos índices, a população desocupada no país foi estimada em 5,8 milhões de pessoas. O contingente representa uma queda de 8,0% em relação ao trimestre móvel anterior — o que equivale a 503 mil pessoas a menos na busca por um trabalho. Na comparação anual, a redução foi de 4,9%, significando um recuo de 299 mil desempregados no país.
No cenário regional, o Amazonas acompanha a dinâmica do mercado de trabalho. Os dados trimestrais mais recentes do estado apontam para uma taxa de desocupação fixada em 7,5%. Embora continue acima da média nacional de 5,3%, o índice reflete um movimento constante de recuperação gradual do emprego local, puxado principalmente pelos setores do comércio, serviços e pelo Polo Industrial de Manaus (PIM).
A evolução positiva dos indicadores, tanto no plano nacional quanto no âmbito regional do Amazonas, reforça um cenário de maior absorção da mão de obra e retração contínua do contingente fora do mercado formal de trabalho.
Panorama regional no Amazonas
Em Manaus, a presença da indústria do PIM garante uma fatia mais consolidada de empregos formais com melhores salários. No entanto, no interior do estado, a informalidade chega a ultrapassar os 60% da população ocupada devido à predominância da agricultura familiar e do comércio local de subsistência.
Os dados do IBGE para o estado do Amazonas e a Região Metropolitana de Manaus mostram um cenário de recuperação no número de pessoas ocupadas, mas com um rendimento médio que ainda figura entre os mais baixos do país:
Rendimento Médio Habitual do Trabalho
- Amazonas (Estado): O rendimento médio habitual do trabalho gira em torno de R$ 2.400 a R$ 2.500. Apesar de estar em recuperação em relação a anos anteriores, o estado ocupa as posições inferiores no ranking nacional, ficando ligeiramente abaixo da média da Região Norte e bastante distante da média do Brasil.
- Manaus (Capital/Região Metropolitana): O rendimento médio habitual na capital é superior à média do interior (estimado em torno de R$ 2.800 a R$ 3.000), alavancado principalmente pelos salários do Polo Industrial de Manaus (PIM) e pelo funcionalismo público.
Rendimento Domiciliar Per Capita
- Amazonas: O rendimento mensal real domiciliar per capita (soma de todos os rendimentos do domicílio dividida pelo número de moradores) ficou em R$ 1.450 no estado. Esse valor deixa o Amazonas na 22ª posição entre as 27 unidades da federação e representa menos da metade da média nacional.
Composição e Desigualdade
- Trabalho como Fonte Principal: Cerca de 78% da renda da população amazonense provém diretamente do trabalho, enquanto transferências sociais (como Bolsa Família) e aposentadorias compõem o restante.
- Impacto da Informalidade: A expressiva taxa de informalidade no estado (mais de 50% dos trabalhadores) atua como o principal fator de compressão da média salarial, uma vez que empregados sem carteira assinada e autônomos informais possuem rendimentos significativamente inferiores aos do mercado formal.


