
O aumento do consumo de alimentos ultraprocessados e o sedentarismo têm acendido o alerta para a saúde cardiovascular infantil no Amazonas. Embora o problema seja silencioso e não apresente sintomas visíveis, a estimativa do Instituto do Coração (InCor) aponta que cerca de 10% das crianças no Brasil possuem níveis elevados de colesterol — uma realidade que acompanha o crescimento do excesso de peso e dos hábitos inadequados na região norte.
Segundo dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), mais de 15% das crianças amazonenses acompanhadas na Atenção Primária apresentam sobrepeso ou obesidade, fatores que elevam expressivamente o risco metabólico e cardiovascular.
A investigação do perfil lipídico deve ser feita universalmente em todas as crianças entre 9 e 12 anos de idade, independentemente do peso. No entanto, caso a criança apresente fatores de risco como obesidade, diabetes, pressão alta ou histórico familiar de doença cardíaca precoce, o exame de sangue deve ser solicitado antes dessa faixa etária. Mesmo crianças magras e ativas podem apresentar hipercolesterolemia devido a fatores genéticos.
Para realizar a avaliação e acompanhar a saúde da criança no Amazonas, os pais e responsáveis devem procurar o atendimento inicial na rede pública ou privada:
- Unidades Básicas de Saúde (UBS): Porta de entrada na rede municipal para consultas pediátricas e solicitação de exames laboratoriais de rotina.
- Policlínicas Especializadas: Atendimento direcionado para acompanhamento pediátrico e endocrinológico mediante encaminhamento da UBS.
- Prontos-Socorros Infantis: Indicados exclusivamente para situações de emergência e urgência médica.
A prevenção começa na rotina familiar, com o estímulo à prática diária de atividades físicas, a redução do tempo diante de telas e a substituição de ultraprocessados por uma alimentação rica em frutas, verduras, fibras e proteínas magras.


