Portal Você Online

Dia da Amazônia: saneamento e dignidade transformam a vida nas palafitas de Manaus

Em Manaus, a expansão do saneamento, com soluções adaptadas e tarifas sociais, garantem o cuidado as pessoas que vivem na Amazônia.

No Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro, a relação entre preservação ambiental e infraestrutura ganha papel central na busca por dignidade nessas comunidades. Quando se pensa na Amazônia, a imagem imediata costuma ser a da imensidão verde e de rios majestosos. No entanto, existe uma Amazônia urbana pulsar no cotidiano das capitais. Em Manaus, milhares de moradores vivem em áreas de palafitas e rip-raps — estruturas de contenção às margens dos igarapés —, enfrentando diariamente o desafio do acesso a serviços básicos.

Desde 2018, a concessionária Águas de Manaus investiu mais de R$ 2,4 bilhões para levar infraestrutura a regiões historicamente desassistidas. O empenho resultou na universalização do acesso à água tratada em 2023, alcançando territórios de difícil acesso, como becos estreitos e palafitas na zona Centro-Sul. Em bairros como o Educandos, afetado pela oscilação dos rios, mais de 1,5 mil famílias passaram a ter água encanada na torneira. Atualmente, novos avanços ocorrem no esgotamento sanitário — que já cobre mais de 40% da capital —, com redes adaptadas para as áreas de rip-rap, como no Beco São Vicente, bairro Redenção, onde a melhoria reduziu o mau cheiro e os vetores de doenças.

Para que a transformação alcance quem mais precisa, a ampliação dos serviços é acompanhada por políticas de inclusão social e financeira:

  • Tarifas Sociais: Desconto de 50% no valor da fatura de água e esgoto para famílias em vulnerabilidade.
  • Tarifa 10: Cobrança fixa de R$ 10 pelos serviços, atendendo às populações de baixa renda.
  • Alcance: Mais de 40% dos clientes atendidos pela concessionária estão inseridos em programas de tarifa facilitada.
  • Avanço Contínuo: Através do programa +Águas, a meta é beneficiar mais de 180 mil pessoas nos próximos três anos em áreas recém-regularizadas.

Cuidar do saneamento na maior cidade da região é essencial para proteger os ecossistemas aquáticos e garantir saúde pública. Ao adaptar a tecnologia às particularidades geográficas dos igarapés e garantir preços acessíveis, a iniciativa mostra que a preservação do patrimônio natural da Amazônia começa pelo cuidado com as pessoas que nela habitam.

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *