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Interior:Aleam debate interrupções de energia e preços de passagens aéreas

A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) debateu, nesta terça-feira (8), os problemas relacionados às interrupções no fornecimento de energia elétrica e os preços das passagens aéreas para o interior do estado.

Durante pronunciamento na tribuna, o deputado estadual Mário Cesar Filho (União Brasil) cobrou prioridade, planejamento e transparência da concessionária Âmbar Energia nas ações de manutenção, troca de fiações e substituição de medidores.

O parlamentar também relatou a situação de consumidores que, mesmo após serem chamados para renegociar dívidas, não conseguem arcar com as condições apresentadas pela empresa.

“Tenho uma consumidora da Cidade Nova que estava com um débito na Âmbar Energia de R$ 16.311 e estão cobrando uma entrada de 50%, ou seja, mais de R$ 8 mil para parcelar o restante”, afirmou.

Em aparte, o deputado Carlinhos Bessa (União Brasil) destacou que as interrupções no fornecimento de energia têm ocorrido tanto no interior quanto na capital. Segundo ele, a substituição de cabos e medidores precisa ser acompanhada por uma avaliação técnica.

“Não se pode mais aceitar isso. Esse novo sistema apresenta cabos diferentes dos antigos. Estão sendo modificados os cabos e os medidores. Devemos tomar uma iniciativa para que um perito apresente um laudo, porque existe um crescimento absurdo nas faturas de energia elétrica”, declarou.

Os parlamentares defenderam a união dos deputados para buscar soluções para os problemas do setor energético no Amazonas. Eles também sugeriram o encaminhamento de solicitações ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), à Defensoria Pública do Estado (DPE-AM) e ao Instituto de Pesos e Medidas do Amazonas (Ipem-AM) para a adoção das medidas cabíveis.

Preço das passagens aéreas

Também durante a sessão, o deputado Dr. George Lins (União Brasil) criticou os preços das passagens aéreas cobrados pela Azul em voos para o interior do Amazonas.

O parlamentar apresentou como exemplo o valor de R$ 6.652 para uma passagem de ida e volta no trecho entre Manaus e Tabatinga.

“É importante ressaltar os incentivos fiscais que as empresas de aviação comercial recebem para operar no Amazonas. Elas têm benefícios previstos em lei estadual e, ainda assim, cometem essa irresponsabilidade com o consumidor amazonense”, afirmou.

Dr. George Lins também criticou a possibilidade de redução ou interrupção de voos da companhia e classificou a medida como desrespeito à população do estado.

Em aparte, o deputado João Luiz (Republicanos) destacou que, durante o período de estiagem, muitos municípios ficam isolados e dependem do transporte aéreo para garantir o deslocamento de moradores e serviços essenciais.

“Estive recentemente em São Gabriel da Cachoeira, que tinha voos às terças, quintas e sábados, mas teve a frequência reduzida. A Azul está lucrando com os incentivos fiscais concedidos pelo Amazonas”, declarou.

Os deputados defenderam a apresentação de um Projeto de Decreto Legislativo para suspender os benefícios concedidos à Azul Linhas Aéreas, caso a empresa continue reduzindo a oferta de voos e não atenda à demanda dos municípios do interior.

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