
Com a presença do vice-governador do Amazonas, Serafim Corrêa, o presidente Lula (PT) assinou, nesta terça-feira (8), a criação de quatro unidades de conservação na região da BR-319, que liga as capitais Manaus (AM) a Porto Velho (RO), destravando a questão ambiental que por muito tempo gerou uma polêmica entre os defensores da pavimentação da rodovia e os ativistas ambientais.
Lula afirmou que é possível encontrar uma solução para a disputa em torno da BR-319, conciliando a necessidade de conexão entre as duas capitais com a preservação ambiental. Durante cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente criticou tanto ambientalistas quanto setores favoráveis à construção da estrada.
Segundo o petista, a discussão foi marcada por uma “briga muitas vezes insana”, na qual argumentos e paixões teriam se sobreposto à razão. O presidente defendeu que seu governo busca uma alternativa que permita atender às necessidades de infraestrutura sem abrir mão de critérios ambientais.
“É uma briga muitas vezes insana, com argumentos nem sempre sustentáveis, a paixão colocada acima da razão”, afirmou. Lula disse que, de um lado, havia pessoas que consideravam intocável qualquer intervenção no trajeto de uma estrada já construída. De outro, segundo ele, estavam aqueles que defendiam a obra “de qualquer jeito”, sem critérios de preservação ambiental e sem a demarcação das áreas adequadas. “Nós teimamos que era possível encontrar um jeito para atender duas capitais importantes”, declarou, referindo-se a Manaus e Porto Velho.
Para Serafim Corrêa, o ato significa o fim das imposições ambientais que atrasam as obras de repavimentação da rodovia, que foi inaugurada nos anos 70 pelo governo militar.
Ainda de acordo com o vice-governador do Amazonas, Lula assinou decretos que criam quatro reservas ambientais no Amazonas. “Com a assinatura, os principais impasses ambientais para a recuperação da BR-319 foram superados”, acredita Corrêa com otimismo.


