

Serviços essenciais em Manaus estão sob forte fiscalização das autoridades após decisões que impactam diretamente os consumidores de água e energia elétrica. No Judiciário, a juíza Etelvina Lobo Braga, da 2ª Vara da Fazenda Pública, determinou que a concessionária Águas de Manaus suspenda imediatamente o reajuste tarifário de 5,52%.
A liminar atendeu a um pedido da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município de Manaus (Ageman), que apontou que a majoração foi aplicada de forma unilateral, sem a devida homologação. Além de barrar o aumento, a magistrada ordenou o cancelamento e a reemissão sem custos das faturas emitidas com a alta e ainda não vencidas, no prazo de cinco dias úteis, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.
Paralelamente, o setor elétrico da capital amazonense também passou por intervenção, desta vez conduzida pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM). A promotora Sheyla Andrade recomendou que a Âmbar Energia suspenda por 30 dias as obras de troca e reforço dos cabos de alta tensão.
A medida foi motivada por reclamações de usuários sobre oscilações, curtos-circuitos e quedas de energia após o início das intervenções. O MP deu dez dias para a concessionária apresentar laudos técnicos que comprovem que os novos materiais de alumínio são adequados ao clima local, além de exigir que eventuais cortes de fornecimento sejam comunicados com antecedência.
Em nota oficial, a Âmbar Energia esclareceu que assumiu a concessão há quatro meses com o foco em modernizar a rede e negou os boatos de que estaria substituindo cobre por alumínio. A empresa garantiu que os cabos concêntricos revestidos seguem as normas técnicas vigentes e suportam até 90 °C em uso contínuo. Apesar de defender a segurança do projeto, a concessionária informou que acatará a recomendação do Ministério Público e paralisará temporariamente os serviços até prestar todos os esclarecimentos necessários para a retomada das obras.


