
O uso irregular de cartões de transporte estudantojuvenil mobilizou as autoridades de mobilidade urbana em Manaus. Entre janeiro e agosto de 2026, o sistema de biometria facial instalado no transporte coletivo identificou 9.222 casos de uso indevido de benefícios destinados a estudantes. O volume representa 61% do total de 15.168 fraudes registradas na cidade no período, segundo dados do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) e divulgados pelo Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU).
As irregularidades envolvem tanto a gratuidade integral quanto a meia-passagem:
- Gratuidade escolar: 4.881 ocorrências detectadas.
- Meia-passagem: 4.341 ocorrências detectadas.
O mês de agosto registrou o pico de infrações no ano, somando 2.049 registros de uso incorreto.
A tecnologia atua por meio de câmeras integradas aos validadores dos ônibus e terminais de integração. Ao aproximar o cartão, o sistema captura a imagem do passageiro e realiza o cruzamento facial com o banco de dados cadastral. Para impedir penalidades indevidas causadas por mudanças temporárias no visual ou uso de acessórios, as divergências passam por auditoria humana antes da validação do bloqueio.
O diretor-presidente do IMMU, Elson Andrade, ressalta que o cartão é estritamente pessoal e inalienável. O repasse do benefício a terceiros — inclusive a parentes — configura infração, podendo acarretar a suspensão temporária ou o cancelamento definitivo do direito.
Usuários que tiverem o documento retido ou suspenso devem entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do Sinetram pelo telefone 0800 2123 2700 para consultar a situação e protocolar a defesa administrativa.


