
O endividamento das famílias no Amazonas apresentou recuo em setembro, passando de 88,1% em agosto para 86,7%, acompanhando a tendência de queda nacional, que foi de 82% para 81,7%, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio (CNC).
Apesar da melhora no indicador de compromissos financeiros — que mede o total de famílias com contas a vencer, como cartões, carnês e empréstimos —, o cenário de atrasos ainda afeta grande parte da população local. No estado, 617.042 famílias (86,7%) estavam endividadas no período, sendo que 299.704 (42,1%) registravam contas em atraso e 88.991 (12,5%) declararam não ter condições de quitar os débitos pendentes. Do total de dívidas vencidas, 43,7% somavam até dez salários mínimos e 26,8% ultrapassavam essa faixa.
Panorama nacional
No cenário brasileiro, a parcela de famílias com dívidas em atraso recuou de 29,9% para 29,6%. O estudo aponta que a inadimplência caiu entre as famílias de menor renda (até três salários mínimos), mas subiu entre aquelas com ganhos superiores a dez salários mínimos. O percentual de consumidores sem condições de pagar permaneceu estável em 12,5%, enquanto o grupo de pessoas muito endividadas diminuiu de 17,9% para 17,3%. A expectativa da CNC é que o índice encerre o ano em torno de 81,5%.
Onde buscar ajuda em Manaus
Para os consumidores que desejam reverter a situação de inadimplência e renegociar débitos de forma global ou buscar amparo contra o superendividamento, Manaus conta com órgãos de proteção e apoio jurídico gratuito:
- Procon Manaus e Procon-AM: Oferecem suporte à população na mediação de conflitos financeiros, feirões de renegociação e orientação sobre direitos do consumidor.
- Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM): Conta com núcleos especializados, como o Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon), que atua na repactuação de dívidas de consumidores superendividados por meio de parcerias estratégicas com órgãos municipais e federais.


