
A intensa proliferação de fumaça resultante das queimadas florestais na região tem provocado graves desdobramentos na saúde pública e na dinâmica econômica de Manaus. Entre 1º de agosto e 22 de outubro, a capital amazonense contabilizou 1.100 atendimentos médicos decorrentes da exposição à poluição atmosférica, de acordo com balanço divulgado pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP).
Impacto na Rotina e Perda de Rendimento
Além dos riscos à saúde, o cenário ambiental tem afetado diretamente o sustento de quem trabalha nas ruas. Profissionais autônomos e prestadores de serviços que dependem do espaço público — como vendedores ambulantes e fotógrafos — relatam uma redução de cerca de 50% em seus rendimentos.
A queda expressiva nas vendas e na prestação de serviços reflete a mudança de comportamento da população diante do ar poluído. Atendendo às recomendações dos órgãos de saúde, os moradores têm evitado a circulação desnecessária e a prática de atividades físicas ao ar livre.
Espaços Públicos Esvaziados
O esvaziamento do público é visível em alguns dos principais pontos turísticos e de lazer da cidade, como:
- Parque Passeio do Mindu: Redução drástica na presença de frequentadores e praticantes de caminhadas.
- Complexo Turístico da Ponta Negra: Diminuição no fluxo de visitantes e consumidores na orla.
Orientação da Saúde: A recomendação principal das autoridades sanitárias para dias com alta densidade de fumaça é manter ambientes bem ventilados ou umedecidos, ingerir bastante água e limitar ao máximo o tempo de permanência em locais abertos.


