Amazonas contabiliza 24.266 focos de incêndio desde junho; governador buscará diálogo com o Pará após fumaça atingir Manaus

Com 24.266 focos de incêndio combatidos desde junho, o Amazonas mantém operações para conter as queimadas e reduzir os impactos da fumaça sobre a população. Nesta segunda-feira (26), o governador Roberto Cidade reforçou a atuação integrada dos órgãos estaduais e prometeu cobrar a responsabilização dos autores de crimes ambientais. Ele também anunciou que buscará diálogo com o Governo do Pará, de onde, segundo o Corpo de Bombeiros, vêm parte das fumaças que atingiram Manaus nos últimos dias.
Durante reunião do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais (Copec), Cidade destacou o trabalho do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) e da Defesa Civil, além da cooperação com o governo federal e as prefeituras do interior.
“Vamos seguir combatendo as queimadas e vamos cobrar para que cada criminoso que faz esse tipo de ação […] seja penalizado”, afirmou o governador.
De acordo com o comandante do CBMAM, coronel Orleiso Muniz, a fumaça que chegou à capital tem origem em focos de incêndio na região do Baixo Amazonas e em municípios paraenses. Cidade afirmou que pretende contatar o governo vizinho para discutir medidas de controle, diante da previsão de que a fumaça possa voltar a atingir Manaus nos próximos dias.
Operações e fiscalização
Entre 1º de junho e 25 de outubro, o CBMAM registrou 3.878 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais e atuou no combate a 24.266 focos em todo o estado. Desse total, 4.728 foram registrados na capital e 19.538 no interior. Cerca de mil bombeiros militares e brigadistas participam das operações.
Para ampliar a capacidade de resposta em áreas de difícil acesso, o governo contratou duas aeronaves especializadas. Ao todo, 18 aeronaves de diferentes órgãos estão mobilizadas nas operações.
A Operação Amazonas Mais Verde, iniciada em maio, atua no combate aos focos em 33 municípios. Entre junho e agosto, as ações de educação ambiental alcançaram mais de 43 mil pessoas. A iniciativa também recebeu 20 viaturas e 453 equipamentos multimissão.
Já a Operação Tamoiotatá, iniciada em fevereiro, abrange 13 municípios e combina o combate a incêndios com a fiscalização ambiental. O balanço aponta R$ 235,9 milhões em multas, 504 autos de infração, 296 termos de embargo, mais de 34,8 mil hectares embargados e duas prisões.
Outra frente, a Operação Alerta Fogo, coordenada pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), utiliza drones, imagens de satélite e outros recursos de monitoramento para identificar focos de calor, fiscalizar o uso ilegal do fogo e orientar as equipes em campo.


