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Empresa amazonense engarrafa umidade do ar e vende por R$ 323

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Engarrafar o vento ainda está difícil, mas a umidade do ar já é uma realidade. A fabricação de água por meio desse método vem sendo feito pela empresa amazonense Ô Amazon Air Water, instalada em Barcelos, a 656 km de Manaus, e vendida no mercado europeu por 70 euros a garrafa de 750 ml, algo em torno de R$ 323.

O engarrafamento é um processo simples. A empresa tem captadores para atrair e condensar a umidade do ar em reservatórios esterilizados. Como no processo natural, a água passa do estado gasoso para o líquido sem nenhum processo químico e de forma sustentável. A empresa tem capacidade para produzir até cinco mil litros por dia.

A comercialização é em garrafas de vidro de 250 ml e 750 ml, com produção inicial de 6 milhões de garrafas por ano. O plano de negócio dos fundadores prevê uma produção de 60 milhões de garrafas por ano até 2022. A tampa da garrafa foi desenvolvida e patenteada especialmente para esse produto. Ela é produzida com um polímero a base de amido de milho que se decompõe no meio ambiente em condições de compostagem sem deixar resíduos e tem um código cuja leitura com smartphones permite mapear o local de seu consumo.

O sócio e presidente da empresa, o amazonense Figueiredo Júnior, afirma que diferentemente das empresas atuais, “nós seremos a primeira a iniciar uma atividade econômica plantando árvores, a primeira a engarrafar água do ar, a primeira a utilizar matéria prima inesgotável, que se recompõe instantaneamente, e a primeira a adotar uma biotampa que se decompõe na natureza sem deixar resíduos e carrega em seu interior sementes que levarão vida a todos os lugares do mundo em que nosso produto for consumido”, informa.

Ainda segundo o empresário, a preservação da floresta será total, nenhuma árvore será derrubada na operação. No entorno da edificação, que funciona nas antigas instalações de uma fábrica de palmito, serão plantadas novas árvores. “O impacto da produção de água na umidade relativa da região é nulo”.

Segundo dados do Inpe e do Inpa, a quantidade anual de chuva na bacia amazônica é de 15 quatrilhões de litros por ano. Desse total, 25% é evaporado, 25% é escoado para os rios e 50% é transpirado pelas árvores para a atmosfera. A floresta joga anualmente na atmosfera 7,5 quatrilhões de litros de água por transpiração das árvores. Isso significa mais de 20 trilhões de litros de água por dia. Quando, em 2022, a Ô Amazon Air Water atingir sua capacidade máxima de produção de água a partir da umidade do ar, precisará de 660 mil anos para produzir o que a floresta transpira num único dia. A indústria trabalha ainda com matriz energética 100% solar e as placas são instaladas no teto da produtora.

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