
Comerciantes e trabalhadores se aglomeraram no Centro de Manaus neste sábado (26) para protestar contra o decreto governamental do Amazonas que suspende as atividades do setor, de hoje até o dia 10 de janeiro de 2021, devido ao aumento de infectados pelo novo coronavírus nas últimas semanas.
Os manifestantes chegaram a bloquear o trânsito na área e percorreram a Avenida Eduardo Ribeiro. A Polícia Militar acompanhou de perto a manifestação, que se manteve pacífica, sem incidentes.
A manifestação começou por volta de 9h, na Avenida Eduardo Ribeiro, Centro, uma das principais áreas comerciais da cidade. A avenida ficou completamente bloqueada por conta do protesto.
Eles cantaram o Hino Nacional, gritam palavras de ordem e caminham pela avenida. A polícia não registrou ocorrências por conta do protesto.
Veja o que abre e fecha, a partir deste sábado
O decreto volta a proibir atividades não essenciais por 15 dias para conter o avanço da Covid-19 no estado, a partir de hoje (26).
Shoppings, flutuantes, bares e estabelecimentos do comércio não essencial permanecem fechados. Academias, mercados, feiras, cartórios e oficinas mecânicas funcionam normalmente.
O que fecha:
- estabelecimentos comerciais e serviços não essenciais e destinados à recreação e lazer;
- espaços públicos em geral (exceto para práticas esportivas individuais);
- boates, casas de shows, flutuantes, casas de eventos e de recepções, salões de festas, parques de diversão, circos e similares;
- bares;
- shoppings (exceto como pontos de coleta de compras eletrônicas em seus estacionamentos, em formato de guichês);
- feiras e exposições de artesanato;
O está proibido:
- reuniões comemorativas (inclusive de Ano Novo) em espaços públicos, clubes e condomínios;
- eventos de formatura, aniversários e casamentos, independente da quantidade de público;
- eventos promovidos pelo Governo;
- visitas a pacientes internados com Covid;
- visitação a presídios e a centro de detenção para menores;
- venda de produtos por ambulantes;
O que abre:
- serviço de transporte de passageiros;
- funcionamento do setor industrial;
- atendimento presencial médico, odontológico e de fisioterapia, com agendamento prévio e de forma emergencial;
- comércio de artigos médicos e ortopédicos;
- clínicas veterinárias e de serviço de assistência à saúde dos animais, apenas para atendimentos de urgência e emergência;
- petshops e estabelecimentos que comercializem alimentos e medicamentos destinados a animais, apenas nas modalidades delivery, drivethru ou coleta;
- as feiras e mercados públicos;
- supermercadistas de pequeno, médio e grande porte, atacadista e pequeno varejo alimentício;
- padarias, apenas nas modalidades delivery, drive-thru ou coleta;
- restaurantes e lanchonetes, apenas nas modalidades delivery, drive-thru ou coleta;
- bares registrados como restaurante poderão funcionar apenas nas modalidades delivery, drive-thru ou coleta;
- distribuidora de água mineral e gás de cozinha;
- postos de combustíveis, limitando-se as lojas de conveniência apenas para as compras rápidas;
- bancos, cooperativas de crédito e loteria;
- oficinas mecânicas e estabelecimentos que comercializam peças automotivas, materiais elétricos e de construção;
- lavanderias;
- serviços notariais;
- escritórios de advocacia e contabilidade;
- assistência técnica de eletrônicos, eletrodomésticos e demais itens;
- óticas;
- floriculturas;
- hotéis, com suas áreas e serviços restritos aos hóspedes;
- os eventos esportivos profissionais, sem a presença de público;
- academia e similares;
- realização de apresentações artísticas, desde que transmitidas pela internet, sem a presença de público
O funcionamento das atividades permitidas fica limitado às 23 horas, excetuados os casos de atendimento emergencial.
Até esta sexta-feira (25), mais de 5,1 mil pessoas morreram com a doença no estado, e quase 600 encontravam-se internadas. A média móvel de mortes por Covid do Amazonas, nesta sexta, apresentou alta.
Segundo o governo, o hospital referência para tratamento da doença, Hospital Delphina Aziz, tem quase 100% de ocupação de leitos clínicos e UTI.

Decreto prevê multa de R$ 50 mil
O decreto prevê multas de até R$ 50 mil para os estabelecimentos que insistirem em abrir nos próximos 15 dias no Amazonas. A Secretaria de Segurança Pública realiza a “Operação Pela Vida”, que conta com a atuação das Polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros, Procon Amazonas e Departamento de Vigilância Sanitária (DVisa), entre outros órgãos de segurança.


