
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) realizou na manhã desta quinta-feira (24) um teste de carga sobre a recém construída ponte sobre o Rio Autaz-mirim, np km 24,6 da rodovia BR-319 (Manaus-Porto Velho), última etapa técnica obrigatória que antecede a entrega oficial da estrutura ao tráfego de veículos.
O procedimento envolveu a passagem de caçambas carregadas com areia molhada sobre a estrutura. Sensores e equipamentos de precisão monitoraram as vibrações e a resistência do concreto em tempo real. O objetivo é garantir que a ponte suporte o fluxo intenso de carretas pesadas que utilizam a rodovia.
“A ponte está ótima e o concreto atingiu a resistência necessária. Esse teste é fundamental para criar um histórico de comportamento da estrutura e garantir uma liberação segura”, afirmou o superintendente do DNIT, Orlando Fanaia.
O senador Eduardo Braga (MDB-AM) acompanhou a vistoria e reforçou a necessidade de cautela técnica, citando o histórico negativo da rodovia. “Temos responsabilidade cível e criminal. Não podemos repetir o que aconteceu no passado, quando a irresponsabilidade custou vidas. Vamos entregar a ponte no dia 27, totalmente certificada”, pontuou o parlamentar.
A nova estrutura sobre o Rio Autaz-mirim possui 244,60 metros de extensão e 11 metros de largura. Ela substitui a antiga travessia que desabou em 2022. Caso a análise dos dados coletados nesta quinta-feira atenda aos parâmetros de engenharia, o tráfego será liberado na próxima segunda-feira (27).
A reconstrução das pontes na BR-319 é vista como o principal motor de integração entre Manaus (AM) e Porto Velho (RO), além da inteligação terrestre da rgião com o restante do país.
Já em operação desde 29 de setembro de 2025, a ponte sobre o Rio Curuçá de 150 metros recebeu investimentos de R$ 36,6 milhões, superando desafios geológicos complexos durante sua execução.
A ordem de serviço para a construção da ponte do Igapó-Açu (km 260) deve ser assinada durante a visita do Presidente Lula ao Amazonas, prevista para os dias 11 e 12 de maio.
A obra no Igapó-Açu é considerada estratégica, pois eliminará a última travessia por balsa da rodovia, pondo fim às longas filas e esperas de dias que os motoristas enfrentam, especialmente nos períodos de seca extrema dos rios.


