
A Sessão Plenária da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), nesta terça-feira (9), foi marcada por relatos dos deputados estaduais sobre situações que afetam a população do interior do estado. Entre os temas abordados, a saúde pública ganhou destaque com o pronunciamento da deputada Brena Dianná (UB), que defendeu a instalação de centros de tratamento oncológico nos municípios-polo do Amazonas.
Atualmente, para realizar exames e tratamentos de média e alta complexidade, moradores das calhas dos rios precisam recorrer ao programa de Tratamento Fora de Domicílio (TFD), deslocando-se para Manaus.
“Nós precisamos descentralizar algumas responsabilidades, até para facilitar o acesso à saúde pela população do interior amazonense”, afirmou Brena Dianná, ao informar que levará a proposta à Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM).
A poucas semanas do Festival de Parintins, a parlamentar também manifestou preocupação com os altos preços das passagens aéreas para o município.
Segundo ela, uma consulta realizada na manhã desta terça-feira ao site da empresa que opera a rota revelou que o trecho Manaus–Parintins estava sendo comercializado por R$ 2.908.
“Este valor para uma viagem de 30 a 40 minutos é um absurdo”, protestou a deputada, ressaltando que a questão é recorrente na Casa Legislativa e precisa continuar sendo denunciada.
Brena Dianná fez ainda um apelo às companhias aéreas para que adotem maior sensibilidade e responsabilidade social com a população amazonense. A parlamentar destacou que o festival é o principal motor econômico de Parintins e que o acesso de turistas e moradores não pode ser comprometido pelos preços elevados.
Outro tema levado à tribuna foi a dificuldade enfrentada por trabalhadores do interior para obter a Carteira de Identidade Nacional (CIN). O deputado Comandante Dan (Republicanos) relatou que constatou o problema durante agenda realizada no último fim de semana em associações de pescadores dos municípios de Coari e Borba.
De acordo com o parlamentar, a falta do documento tem impedido muitos trabalhadores de acessar políticas públicas essenciais, como o seguro-defeso.


