Manaus continua com o ar mais poluído do Brasil, mas cidades do interior do AM registram índices ainda piores.

A Defesa Civil do Amazonas emitiu dois alertas de nível alto nesta sexta-feira (30). O primeiro prevê chuvas intensas — com intensidade moderada a forte, raios e rajadas de vento — para 13 municípios: Barcelos, Japurá, Novo Airão, Careiro, Novo Aripuanã, Ipixuna, Guajará, São Gabriel da Cachoeira, Manaquiri, Envira, Maraã, Manicoré e Manacapuru.
O segundo alerta destina-se a Atalaia do Norte, onde há elevado risco de deslizamento de terra em áreas de risco e encostas vulneráveis, impulsionado por acúmulos superiores a 40 mm de chuva nas últimas 24 horas registrados pelo Cemaden.
O Inmet prevê a continuidade das precipitações na região ao longo do fim de semana prolongado até o feriado de Finados (2).
Em Manaus, o dia começou com chuva e céu nublado a parcialmente nublado. Embora a capital não esteja sob alerta meteorológico e a tendência seja de redução das pancadas durante a tarde e nos dias seguintes, o calor continuará elevado, com máximas atingindo até 36°C no domingo e na segunda-feira.
Paralelamente, o rio Negro segue em processo de vazante, registrando cota de 16,50 metros. Além dos fatores climáticos, a qualidade do ar é preocupante em todo o estado devido aos altos níveis de material particulado fino (MP2,5): dados do AppSelva apontam qualidade ruim em Manaus (58 µg/m³) e índices ainda mais críticos em municípios do interior, como Maués (126,5 µg/m³) e Parintins, que atingiu níveis considerados péssimos (até 207,9 µg/m³).
Manaus continua com o ar mais poluído do Brasil
Mesmo com a melhora na qualidade do ar em relação aos piores momentos da fumaça registrados recentemente, Manaus continuava na primeira posição entre as cidades com o ar mais poluído do Brasil na manhã desta sexta-feira (30). Ao mesmo tempo, municípios do interior do Amazonas registravam concentrações ainda mais altas de partículas poluentes, segundo dados do monitoramento ambiental.
O Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), também apontava índices preocupantes em diferentes pontos da capital. No bairro Morro da Liberdade, por exemplo, a concentração de partículas chegou a 55,1 microgramas por metro cúbico (µg/m³).
Aulas são suspensas em Parintins
As aulas da rede estadual de ensino em Parintins, no interior do Amazonas, foram suspensas em todos os turnos na quinta-feira (29), por causa da piora na qualidade do ar. A medida segue as recomendações dos órgãos responsáveis pelo monitoramento ambiental e tem como objetivo proteger a saúde de estudantes e profissionais da educação.
Mais de 23 mil estudantes foram afetados pela suspensão. Os alunos que estavam nas escolas foram orientados a voltar para casa.
Segundo a Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar, a previsão é que as aulas sejam retomadas normalmente na terça-feira (3). A sexta-feira (30) já era prevista como ponto facultativo no calendário escolar, em alusão ao Dia do Servidor Público, e a segunda-feira (2) é feriado de Finados.
A secretaria informou ainda que as estratégias para reposição das atividades pedagógicas estão previstas em uma nota técnica enviada às unidades de ensino em setembro.
A suspensão também atingiu outras instituições de ensino em Parintins. No Instituto Federal do Amazonas (Ifam), as atividades foram suspensas até 6 de novembro, por decisão do comitê de crise da instituição.
Nos campi da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) no município, as aulas também foram suspensas ao longo da quinta-feira. Juntas, as duas instituições tiveram mais de 3,2 mil estudantes afetados.


