
Mesmo com a entressafra do limão-tahiti, a fruta vem registrando preços substancialmente acima da média para o consumidor amazonense. A alta acumulada decorre, em grande parte, da dependência do abastecimento proveniente da Região Sudeste — sobretudo do cinturão cítrico paulista —, somada às complexidades e custos do transporte logístico para a Região Norte.
O mercado de hortifrúti em Manaus sente de forma direta os reflexos dos problemas climáticos ocorridos no Centro-Sul do país. O excesso de chuvas e dias nublados no início do ano nas principais regiões produtoras reduziu a qualidade e a quantidade de frutos comercializáveis, atrasando as floradas que deveriam abastecer os entrepostos no segundo semestre.
Com a diminuição da oferta nacional e o aumento do frete interregional, os preços pagos nas feiras e supermercados da capital amazonense sofreram reajustes expressivos ao longo de agosto e setembro:
- Pressionamento no Atacado: A alta nos preços de origem — onde a caixa de 27,2 kg paga ao produtor teve aumento acumulado de 226,4% no período — elevou o custo do quilo do limão na chegada às centrais de distribuição que abastecem a região de Manaus.
- Custo Logístico: O transporte fluvial e rodoviário para o Amazonas acrescenta uma camada extra de custo ao produto final, intensificando a repasse de valores para os feirantes e donos de hortifrutis locais.
- Demanda em Alta: As elevadas temperaturas registradas em Manaus durante o segundo semestre impulsionam o consumo interno de bebidas e sucos, pressionando a demanda local justamente no momento de menor disponibilidade da fruta no país.
A expectativa de atacadistas e feirantes de Manaus é de que a situação comece a se estabilizar no final do ano, acompanhando a entrada da nova safra nacional e o aumento do volume ofertado nos grandes centros produtores. Até lá, o consumidor manauara deve continuar encontrando o limão com preços acima do patamar habitual.


