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Amazonas decreta emergência climática e mobiliza resposta preventiva

Diante da ameaça do fenômeno El Niño e do avanço da estiagem no interior do estado, o Governo do Amazonas oficializou a decretação de estado de emergência climática ambiental. A medida foi destacada pelo secretário de Defesa Civil, coronel Mauro Freire, como uma iniciativa antecipada para mitigar os impactos da redução severa no nível dos rios, que atuam como as principais vias de deslocamento, logística e acesso a serviços públicos essenciais para as populações interioranas.

O quadro hidrológico no estado mobiliza dezenas de calhas fluviais em diferentes níveis de resposta. Atualmente, a Defesa Civil contabiliza 11 municípios em situação de emergência, 12 em estado de alerta e 14 em estágio de atenção. Entre as cidades atingidas por decretações de emergência e forte vazante dos rios estão localidades das calhas do Alto Solimões e do Juruá, como Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Carauari, Eirunepé, Envira, Guajará, Ipixuna, Itamarati, Jutaí, Humaitá e São Paulo de Olivença.

Estima-se que mais de 80 mil pessoas já estejam enfrentando gargalos no abastecimento, isolamento comunitário e dificuldades de locomoção. A principal preocupação das autoridades estaduais recai sobre as comunidades ribeirinhas e tradicionais, cuja subsistência e acesso a itens básicos dependem integralmente da navegabilidade dos rios e igarapés. Com o decreto de emergência, o Governo busca agilizar o repasse de recursos, a entrega de cestas básicas, a distribuição de água potável e a operacionalização de rotas alternativas de transporte.

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