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Amazonas gera mais de 4,4 mil empregos formais com impulso em Manaus no setor de serviços

Quatro dos cinco grandes grupos de atividades econômicas registraram saldo positivo no estado amazonense no mês de setembro.

O mercado de trabalho formal no Amazonas registrou a criação de 4.412 novos postos de trabalho com carteira assinada em setembro de 2026, segundo dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado do estado foi fortemente impulsionado pela capital, Manaus, que concentrou 4.400 das novas vagas. No interior, os maiores saldos positivos foram verificados nos municípios de Parintins (47), Itacoatiara (43) e Lábrea (22).

Entre os cinco grandes setores econômicos pesquisados, quatro fecharam o mês em alta no Amazonas. O segmento de Serviços liderou as contratações ao gerar 3.396 oportunidades — o equivalente a cerca de 76% do saldo total do estado. Em seguida, figuram a Construção Civil, com 475 vagas; a Indústria, com 385; e o Comércio, com 211. A Agropecuária foi o único setor a registrar saldo negativo, com o fechamento de 55 postos de trabalho.

No recorte demográfico amazonense, os homens ocuparam 2.523 das novas vagas, enquanto as mulheres somaram 1.889 postos. A faixa etária de 18 a 24 anos obteve o maior destaque, preenchendo 2.164 oportunidades. Em relação à escolaridade, trabalhadores com ensino médio completo responderam pela maior fatia do crescimento, somando 3.641 carteiras assinadas.

Panorama Nacional

Em âmbito nacional, o Brasil gerou 121.305 empregos formais em setembro, resultado de 2,21 milhões de admissões frente a 2,09 milhões de desligamentos. Com o desempenho, o acumulado no país de janeiro a setembro de 2026 alcançou 1,24 milhão de novos postos, representando uma expansão de 2,65%. O salário médio real de admissão no país fixou-se em R$ 2.429,41, registrando alta de 1,88% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Todas as cinco regiões brasileiras apresentaram saldo positivo, lideradas pelo Nordeste (49.142 vagas), seguido pelo Sudeste (39.404), Norte (14.748), Sul (9.949) e Centro-Oeste (7.894). Entre as Unidades da Federação, São Paulo (19.391), Pernambuco (13.371) e Alagoas (11.110) lideraram em volume absoluto. No cenário nacional, o setor de Serviços também foi o principal motor de contratações (81.241 vagas), e as mulheres lideraram a ocupação dos novos postos no país, registrando saldo de 62.989 oportunidades.

Indicador do Novo CagedAmazonas (Set/2026)Brasil (Set/2026)
Saldo Total de Empregos+4.412 vagas+121.305 vagas
Setor LíderServiços (+3.396 vagas)Serviços (+81.241 vagas)
Destaque GeográficoManaus (+4.400 vagas)Região Nordeste (+49.142 vagas)
Perfil por GêneroHomens (+2.523) / Mulheres (+1.889)Mulheres (+62.989) / Homens (+59.129)
Faixa Etária Dominante18 a 24 anos (+2.164 vagas)Até 24 anos (+106.293 vagas)
Escolaridade DominanteEnsino Médio Completo (+3.641)Ensino Médio Completo (+82.818)

Análise Comparativa: Desempenho do Mercado de Trabalho do Amazonas vs. Região Norte

No mês de setembro de 2026, a Região Norte registrou um saldo positivo de 14.748 novos empregos formais, consolidando um momento de expansão no mercado de trabalho regional. Nesse cenário, o estado do Amazonas despontou como o principal vetor econômico de absorção de mão de obra em termos absolutos, com destaques dinâmicos observados também nos estados de menor porte populacional em termos relativos.

1. Volume Absoluto e Protagonismo Regional

  • Amazonas no Topo do Saldo Regional: O Amazonas gerou 4.412 postos com carteira assinada, o que representa aproximadamente 30% de todas as vagas formais criadas na Região Norte em setembro.
  • Concentração Capital-Dependente: Enquanto a força de trabalho do Amazonas esteve altamente concentrada em sua capital (Manaus respondeu por 4.400 das 4.412 vagas), padrão similar de centralização ocorreu em Roraima, onde a capital Boa Vista respondeu por quase 95% do saldo estadual (1.068 vagas).

2. Crescimento Proporcional e Variação Relativa

  • Liderança de Amapá e Roraima: Em termos de variação percentual (crescimento proporcional do estoque de empregos), os destaques da Região Norte foram o Amapá (+1,35%) e Roraima (+1,23%), figurando entre as três maiores expansões relativas do Brasil.
  • Escala Econômica: O Amazonas sustentou um crescimento robusto amparado na densidade da sua base fabril e de serviços, enquanto estados menores registraram altas taxas percentuais devido ao menor volume total de seu estoque de trabalhadores.

3. Composição Setorial: Indústria vs. Serviços e Agropecuária

  • Motor de Serviços: Assim como no panorama do Norte e no contexto nacional, o setor de Serviços foi o principal gerador de oportunidades no Amazonas (3.396 vagas; ~76% do saldo) e em Roraima (818 vagas).
  • A Força da Construção e Indústria: O Amazonas apresentou um perfil diversificado, somando saldos expressivos na Construção Civil (+475) e na Indústria de Transformação (+385), impulsionado pelo Polo Industrial de Manaus.
  • Retração da Agropecuária: A Agropecuária registrou saldo negativo no Amazonas (-55 vagas) e em Roraima (-9 vagas), refletindo a sazonalidade do setor primário que atingiu a Região Norte e o país como um todo.
Unidade da Federação / RegiãoSaldo Absoluto (Set/2026)Destaque SetorialDestaque Geográfico Interno
Região Norte (Total)+14.748 vagasServiçosPolos urbanos e capitais
Amazonas+4.412 vagasServiços (+3.396) e Construção (+475)Manaus (+4.400 vagas)
Roraima+1.068 vagasServiços (+818) e Comércio (+196)Boa Vista (~95% do saldo)
AmapáDestaque % regionalServiços / AdministraçãoMacapá e zona metropolitana

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