
O Amazonas registrou a menor proporção de veículos em circulação por habitante do país em 2025, com um índice de 0,30, segundo um levantamento sobre a arrecadação do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) divulgado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), nesta terça-feira (13). Logo atrás do Amazonas aparecem Maranhão (0,34), Pará (0,35), Amapá (0,35) e Bahia (0,38).
No extremo oposto, Santa Catarina liderou a taxa de motorização, com 0,82 veículo por habitante, seguida por Paraná (0,81), São Paulo (0,77), Mato Grosso (0,76) e Rio Grande do Sul (0,76).
Apesar do menor volume proporcional de frota, o Amazonas destacou-se no crescimento da receita tributária: o estado obteve o segundo maior avanço real de arrecadação de IPVA do país (descontada a inflação) entre 2024 e 2025, com uma alta de 9,61%, atrás apenas da Bahia (+19,69%).
Panorama Nacional E Arrecadação Do IPVA
O IPVA representa a segunda fonte de receita tributária própria mais importante para os cofres estaduais, atrás apenas do ICMS. Em todo o Brasil, a arrecadação total do imposto em 2025 atingiu R$ 90,68 bilhões (um avanço frente aos R$ 86,63 bilhões registrados em 2024), representando uma média nacional de R$ 424,91 cobrados por habitante.
Maiores e Menores Arrecadações Absolutas e por Habitante:
Maiores arrecadações totais: São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
Menores arrecadações totais: Roraima (último lugar), Amapá, Acre, Sergipe e Tocantins.
Maior arrecadação por habitante: Distrito Federal (R$ 660,88) e São Paulo (R$ 660,82).
Menor arrecadação por habitante: Maranhão (R$ 157,81) e Pará (R$ 170,30).
Frota Nacional Em 2025
De acordo com a base de dados do IBPT — obtida via Lei de Acesso à Informação e portais das Secretarias de Fazenda —, a frota brasileira em circulação fechou dezembro de 2025 em 129.102.214 unidades.
As maiores frotas concentram-se em São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Santa Catarina, enquanto a menor frota do país pertence ao Amapá. O estudo ressalta que as diferenças de alíquotas e do custo do imposto entre as Unidades da Federação provocam distorções regionais, fazendo com que estados como o Paraná possuam a 3ª maior frota do país, embora ocupem o 5º lugar em população.


