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Amazonas tem 23 mortes Síndrome Respiratória Grave; prevenção e atendimento

Onze estados apresentam tendência de crescimento de Síndrome Respiratória Aguda Grave: Acre, Amapá, Amazonas, Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima e São Paulo

De acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) o Amazonas, de 1º de junho a 29 de junho registrou 2.342 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave ( SRAG), sendo 218 casos nas últimas três semanas (09/06 a 26/06).

Desses 2.342 casos notificados de SRAG, foram 1.043 SRAG por vírus respiratórios, sendo 112 nas últimas 3 semanas.

Ainda em 2024, até 26 de junho, foram registrados 23 óbitos por vírus respiratórios.

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Nas últimas três semanas (09/06 a 26/06). A faixa etária mais atingida são crianças menores de 1 ano (33%); 1 a 4 anos (23%); mas há também ocorrência de em pessoas com mais de 60 anos de idade (20%).

As crianças costumam ter mais esse contato com outras crianças em escolas, creches, o que facilita o agravamento desses quadros. E o idoso pela própria fragilidade, por ele já ter aí outras situações de saúde que podem aumentar essa vulnerabilidade. 
Prevenção

Para prevenir a SRAG, a recomendação é a adoção de medidas não farmacológicas, como o uso de máscaras de proteção respiratória, manter as mãos higienizadas, etiqueta respiratória e a vacinação contra covid-19 e influenza.

Brasil

Em recente boletim InfoGripe divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz, é possível observar que o vírus da gripe circula de maneira heterogênea pelo país. Apesar de alguns estados brasileiros registrarem estabilização ou até mesmo queda nas internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave — associada, entre outros, pelo vírus da influenza —, a Região Centro-Sul ainda apresenta crescimento dos casos.

O destaque fica por conta de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul com aumento de SRAG por influenza A, especialmente entre adolescentes, adultos e idosos.

A longo prazo, 11 estados apresentam tendência de crescimento de Síndrome Respiratória Aguda Grave: Acre, Amapá, Amazonas, Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima e São Paulo.

Segundo o coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, esse cenário heterogêneo é comum em um país de proporções continentais como o Brasil.

“A gente tem um país de dimensões continentais com características climáticas, inclusive, distintas, que fazem com que seja comum a gente ter momentos em que há uma circulação maior de um determinado vírus respiratório em parte do nosso território nacional e em outra parte a gente está numa situação de tranquilidade. E no momento atual, a gente tem exatamente essa situação em relação ao vírus Influenza A, em particular.”

Mesmo com a diferença do número de casos, internações e óbitos pela gripe entre os estados, Marcelo Gomes ressalta a importância da vacinação, especialmente entre os grupos de risco.

“A gente está observando tanto impacto em termos de internações como de óbitos, porque, infelizmente, o vírus da gripe é sim uma causa importante, tanto de internações quanto de mortes. Felizmente não se compara com a covid-19, mas nem por isso deixa de ser um problema, pelo contrário, é um fator que a gente precisa se cuidar. Então, é óbvio: o primeiro cuidado básico é a vacinação.”

As unidades de saúde do SUS continuam mobilizadas em todo o País para vacinação contra a gripe.

Agora, todas as pessoas com mais de seis meses de idade podem se vacinar. Segundo o Ministério da Saúde, a vacina salva vidas e previne milhões de casos graves e óbitos pela infecção provocada pelo vírus da influenza.

Quem explica é o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti: “A vacina é importante porque diminui o risco de infecção.

A vacina também diminui significativamente o risco de formas graves da doença e de hospitalização. Por isso é importante, acaba resultando na diminuição do número de mortes pela doença.”

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