
A economia do Amazonas registrou em julho de 2025 o pior desempenho dos últimos cinco anos na geração de empregos formais.
Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, foram criadas apenas 1.011 vagas com carteira assinada, uma queda de 78,22% em relação ao mesmo mês de 2024, quando o saldo foi de 4.644 postos.
Enquanto 25 das 27 unidades da federação registraram saldo positivo de empregos, o Amazonas destoou e apresentou retração, influenciada principalmente pelo desempenho negativo da indústria local.
Além disso, o desempenho amazonense também ficou abaixo de junho deste ano, quando foram abertas 2.562 vagas formais.
Por setor econômico, Comércio, Construção e Serviços registraram saldo positivo, com destaque para o Comércio, que liderou a geração de empregos, somando 1.105 novas vagas formais.
Já a Indústria teve o pior resultado, com queda de 764 postos de trabalho com carteira assinada.

Desempenho nacional e impacto regional
No cenário nacional, o saldo de empregos formais ficou em 129,8 mil em julho, contra 191,4 mil no mesmo mês do ano passado.
É o pior resultado para julho desde 2020, período marcado pelos impactos da pandemia de Covid-19. O número também veio abaixo das expectativas do mercado, que previa a criação de cerca de 142 mil vagas no mês.
São Paulo liderou a geração de postos, com 42 mil novas vagas, seguido por Mato Grosso (9,5 mil) e Bahia (9,4 mil).
Mesmo com a desaceleração, o Brasil acumula 1,348 milhão de empregos formais criados entre janeiro e julho, alta de 2,86% em relação ao mesmo período de 2024.
O salário médio de admissão no país foi de R$ 2.277,51, com leve queda de 0,25% na comparação com junho.


