
O recém-lançado Anuário de Brasileiro de Segurança Pública revelou que o estelionato se tornou o principal crime patrimonial que ocorrido no país. Em 2025, foram mais de 2,2 milhões de ocorrências (englobando tanto os estelionatos tradicionais quanto os digitais). Esse volume aponta um crescimento de 429,8% em comparação aos números observados em 2018.
Nesse contexto, a pesquisa aponta o impacto dos crimes digitais na percepção de segurança e medo das pessoas. Hoje, 83,2% da população afirma temer ser vítimas de uma fraude pela internet ou pelo celular.
Segundo pesquisa realizada pelo IPESPE a pedido do Observatório Febraban, o ranking dos golpes e fraudes mais comuns sofridos pelos brasileiros são: clonagem/troca de cartão (45%); golpe do WhatsApp (34%); falsa central bancária (31%); golpe do Pix (24%); uso indevido de CPF via SMS (13%); leilão ou loja falsa (10%). Os golpes mais comuns no Brasil utilizam de engenharia social, um conjunto de técnicas de manipulação utilizadas para convencer a vítima a revelar dados, instalar aplicativos, entregar cartões, fornecer códigos de autenticação ou realizar transferências.
De acordo com o Anuário, a análise de incidência por UF indica uma forte desigualdade regional na forma como este crime se distribui. São Paulo aparece com a maior taxa do país, com 1.808,3 registros, seguido pelo Distrito Federal (1.717,0). Paraná (1.339,1), Rondônia (1.329,6), Santa Catarina (1.294,8), Espírito Santo (1.254,7) e Goiás (1.075,6) completam o grupo de estados com taxa superior a 1.000 registros — um patamar concentrado predominantemente nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, com Rondônia como única exceção do Norte.
O levantamento aponta também que o padrão sugerido pelos dados é o de que as maiores taxas de registros acompanha, ainda que imperfeitamente, o grau de bancarização, digitalização e integração ao sistema financeiro formal de cada estado. Isso explicaria por que unidades mais urbanizadas e digitalmente conectadas, como São Paulo e Distrito Federal, encabeçam a lista de estados com mais registros desse tipo de incidente.
Para comentar como o ambiente digital favorece a prática de golpes (com as IAs tendo papel cada vez mais relevante nas estratégias) e como a população pode se proteger, a Fortinet disponibiliza seus especialistas para trazer análises e recomendações – edson.raphael@nr7.ag.


